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BRASIL Terça-feira, 09 de Julho de 2024, 09:35 - A | A

Terça-feira, 09 de Julho de 2024, 09h:35 - A | A

NARCOTRAFICANTE BRASILEIRO

Casa em condomínio de alto padrão e carros luxuosos na garagem: a vida de Ronald Roland que em 5 anos movimentou R$ 5 bilhões

A operação da Polícia Federal que prendeu Ronald Roland aconteceu em sete estados, com apreensão de dinheiro, joias, armas, 34 carros, um barco e dois aviões. Oito pessoas foram presas.

G1

 

Nesta semana, a Polícia Federal prendeu o narcotraficante brasileiro Ronald Roland, suspeito de abastecer cartéis de drogas no México e de comandar um mega esquema de lavagem de dinheiro com empresas de fachada. Em cinco anos, segundo a polícia, ele movimentou uma fortuna de R$ 5 bilhões.

 

Ronald Roland, que sempre foi discreto, chamou a atenção da Polícia Federal quando se mudou para Uberlândia, Minas Gerais. Uma casa ampla em um condomínio de alto padrão em Uberlândia era o refúgio de um morador que gostava de ostentar.

 

“Uma pessoa chegando em casa com um veículo de R$ 500 mil. Uma semana depois, com um veículo de R$ 1 milhão. Outra semana, com um veículo de R$ 800 mil. Isso chamou a atenção da vizinhança. Quem é essa pessoa que mudou para cá?”, conta Ricardo Ruiz, delegado da Polícia Federal em Uberlândia.


Segundo o delegado, o foco da operação que prendeu Ronald foi o combate à lavagem de dinheiro do patrimônio amealhado com a vida criminosa que ele teve.

 

“Foram adquiridas casas em nome de empresas, cujos sócios eram pessoas sem a mínima capacidade econômica para a aquisição de imóveis, veículos, aeronaves. Nós constatamos sócios de empresas, por exemplo, que trabalham em um restaurante, mas que são sócios de várias empresas que movimentaram dezenas de milhões de reais”, diz Ricardo Ruiz.

 

Uma grande engrenagem para lavar dinheiro. Mais de 100 empresas de diversas áreas: construção civil, aviação, locação de veículos, comércios em geral e investimento em criptomoedas. E mais de 200 pessoas envolvidas, a maioria laranjas. Um mega esquema que movimentou em cinco anos mais de R$ 5 bilhões.

 

E como eles transferiam essas quantias de um lugar para outro? Um dos relatórios do Coaf, órgão de inteligência financeira do governo federal, descreveu como a quadrilha agia. Os criminosos chegavam com sacos de lixo com muito dinheiro vivo. Faziam depósitos fracionados em caixas eletrônicos de uma agência bancária - dezenas de vezes. Quando chamavam atenção, iam embora. Uma ação dessas aconteceu na Zona Norte de São Paulo: R$ 60 mil fracionados em 20 envelopes.

 

Em nota, a defesa de Ronald Roland disse que não vai se manifestar, por enquanto, porque não teve acesso a todo o processo.

 

 
 
 

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