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THIAGO PACHECO Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2024, 11:36 - A | A

Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2024, 11h:36 - A | A

POR THIAGO PACHECO

Comer está cada vez mais caro

 IPCA em janeiro sobe pressionado por alimentos

Thiago Pacheco

 

Por Thiago Pacheco*

Conforme divulgação, quinta-feira (8), o IPCA, indicador oficial de medição da inflação no Brasil, aponta uma desaceleração de 0,42%, recuando no seu acumulado de 12 meses de 4,62% para 4,51%, ficando acima do esperado, visto que na expectativa dos especialistas, se estimava uma inflação de 0,34% na comparação mensal, já para o acumulado de 12 meses, 4,42%.

 Basicamente a alta se deu influenciada especialmente pelo aumento de 1,38% no grupo de alimentos e bebidas, que representa 21,12% do índice, sendo ele o principal agente na apuração, naturalmente, exercendo o maior impacto sob o IPCA.

 Em análise a este fator, estamos diante da maior alta do grupo (alimentos e bebidas) desde 2016 (2,28%), acima inclusive do período pandêmico, um dos fatores que podemos destacar que influenciaram a alta, está relacionado ao clima, devido a intensidade de chuvas nas regiões produtoras, além dos elevados custos com frete.

 A alimentação em domicílio, seguindo o efeito cascata, também registrou alta, deixando ainda mais cara a alimentação na mesa do brasileiro, alta de 1,81%, destacando os principais itens, cenoura com alta de 43,85%, batata inglesa com 29,45%, feijão carioca 9,7% e arroz 6,39%, quanto a frutas, registra-se alta de 5,07%. Com preços nas alturas, a alimentação fora de casa, recuou 0,25%, basicamente com a redução dos faturamentos dos estabelecimentos (bares, lanchonetes e restaurantes), mesmo em período de férias, o que historicamente apresenta uma melhora sazonal, demonstrando que com o poder de compra da população retraindo, é cada vez mais comum as escolhas pelo mais econômico nos gastos, aqui, a alimentação nas residências.

 Em que pese tenhamos indicado  o frete como um fator de aumento no preço dos alimentos, o grupo de transportes, segundo maior agente de impacto no IPCA, representando 20,93%, recuou em janeiro, porém, refletido pela retração do setor aéreo, que vem acumulando alta de 82,03% em 2023, contudo, diante aos preços das passagens, e novamente, a perda de poder de compra, houve redução nas aquisições, e vale lembrar das manobras que o governo na busca da retomada das viagens de avião, que vem sofrendo altas nos preços por anos.
 
*Thiago Pacheco é especialista em finanças, mercado, controladoria, agronegócios e ESG, com mais de 20 anos de indústria financeira, com passagens em grandes bancos com presença internacional, além dos maiores players do agro. Professor e mentor para o mercado financeiro e de capitais, e ainda, fundador e CEO da Elevare Institute.

 

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