O Tribunal de Barcelona negou pela quarta vez, o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa do jogador brasileiro Daniel Alves, que está detido desde janeiro deste ano sob uma acusação de abusar sexualmente de uma jovem em um barco na cidade espanhola.
De acordo com informações do jornal catalão "La Vanguardia", o Juiz de Instrução responsável pelo caso reiterou, no despacho, a necessidade da medida cautelar de prisão provisória para evitar o risco de fuga. O magistrado destacou que as situações que embasam esse risco, conforme as apresentações no recurso de defesa, permaneceram inalteradas.
O juiz teria afirmado que a proximidade dos dados do julgamento "apenas aumenta o risco de fuga de classificação". A imprensa local estima que o julgamento ocorra entre o final de 2023 e o início de 2024.
Desde a prisão de Daniel Alves, jornais espanhóis de grande circulação, como "El País", "El Mundo" e "El Periódico", divulgaram partes do depoimento da mulher que acusa o jogador de estupro. Atualmente, o jogador permanece em prisão preventiva sem direito a fiança. O jogador segue negando as acusações contra ele.
Segundo a denúncia do Ministério Público espanhol, mencionada pelo juiz, é solicitada uma pena de nove anos de prisão para Daniel Alves, além de uma indenização de 150 mil euros à vítima. O Ministério Público também exige dez anos de liberdade vigiada após o cumprimento da pena, adicionalmente com a proibição de aproximação e comunicação com a vítima pelo mesmo período.


