A rede municipal de saúde de Várzea Grande ampliou o acesso ao contraceptivo subdérmico Implanon e concluiu, na última semana, a implantação do dispositivo em 43 mulheres atendidas pelo Consultório na Rua. A iniciativa contempla principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade social, financeira ou que vivem em situação de rua no município.
A oferta do método contraceptivo é inédita na cidade e passou a integrar os serviços da rede pública em dezembro de 2025, após o Ministério da Saúde atender a uma solicitação da administração municipal e encaminhar 1.074 unidades do dispositivo. Diante da demanda crescente, a prefeitura já formalizou novo pedido ao governo federal para garantir a continuidade do programa.
Considerado um dos métodos contraceptivos de maior eficácia disponíveis atualmente, o Implanon possui custo elevado na rede privada, podendo variar entre R$ 800 e R$ 1 mil apenas pelo dispositivo, sem incluir o procedimento de implantação.
Desde o início da oferta, centenas de mulheres de Várzea Grande já tiveram acesso gratuito ao método por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para viabilizar o atendimento, profissionais da rede municipal passaram por capacitação específica para a inserção do implante e acompanhamento das pacientes.
Atualmente, dez unidades de saúde estão habilitadas para realizar o procedimento: Nossa Senhora da Guia, Manga, Vila Arthur, Marajoara, Limpo Grande, Manaíra, Água Vermelha, Jardim Glória, Capão Grande e o Serviço de Assistência Especializada/Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA).
Apesar de a aplicação estar concentrada nesses polos, todas as 25 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município estão preparadas para orientar as pacientes e encaminhá-las aos locais de referência para a realização do procedimento.
O Implanon é um pequeno implante colocado sob a pele da parte interna do braço. O dispositivo libera continuamente o hormônio etonogestrel, responsável por impedir a ovulação e prevenir a gravidez por até três anos. De acordo com especialistas, sua eficácia supera 99%.
O método pode ser utilizado por mulheres e adolescentes entre 15 e 49 anos, desde que não estejam grávidas. Antes da inserção, é realizado um teste para confirmar a ausência de gestação, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destacou a importância da iniciativa para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo. Segundo ela, o contraceptivo representa uma alternativa segura e de longa duração para mulheres que enfrentam dificuldades com métodos convencionais ou apresentam efeitos adversos relacionados ao uso de anticoncepcionais orais.
“Traz autonomia, facilita o planejamento reprodutivo e representa mais cuidado para quem busca um método de longa duração e Várzea Grande está disponibilizando um recurso eficiente e totalmente gratuito”, afirmou.
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