O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação para apurar os gastos públicos relacionados à participação de autoridades brasileiras no Fórum de Lisboa 2026, evento realizado em Portugal e conhecido nos bastidores políticos como “Gilmarpalooza”.
O processo foi instaurado após representação apresentada pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), que questiona o uso de recursos públicos para custear a presença de integrantes dos Três Poderes no encontro internacional.
A apuração deverá analisar despesas com passagens aéreas, hospedagens, diárias e demais custos assumidos por órgãos públicos para viabilizar a participação de autoridades e servidores no evento. O objetivo é verificar se os gastos atenderam aos princípios da legalidade, economicidade e interesse público.
O pedido também solicita a avaliação dos critérios utilizados para autorizar as viagens, além da existência de justificativas formais e dos benefícios efetivamente obtidos pela administração pública com a participação dos agentes públicos no fórum.
A discussão ganhou repercussão após a divulgação de dados indicando a presença de dezenas de autoridades brasileiras no encontro realizado na capital portuguesa. Os gastos autorizados por diferentes instituições passaram a ser alvo de questionamentos sobre transparência e necessidade das viagens.
Nesta etapa, o TCU fará a coleta de informações e documentos para subsidiar a análise técnica do caso. A abertura da investigação não representa o reconhecimento prévio de irregularidades, mas permite que o tribunal avalie se houve conformidade na utilização dos recursos públicos.
O Fórum de Lisboa reúne anualmente autoridades, magistrados, parlamentares, acadêmicos e representantes do setor privado para debates sobre temas jurídicos, políticos e econômicos. A edição deste ano contou novamente com ampla participação de integrantes do poder público brasileiro.
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