A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, e o líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu, encaminharam uma representação ao presidente da Câmara dos Deputados e ao presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, solicitando a abertura de um processo ético disciplinar contra o deputado federal Abílio Brunini (PL). A ação é motivada por alegada quebra de decoro parlamentar durante a sessão de promulgação da reforma tributária, na qual Abílio Brunini teria ofendido o presidente Lula (PT).
Segundo a representação, durante a sessão plenária do Congresso Nacional no dia 20 de dezembro, um grupo de deputados, incluindo Abílio Brunini, teria atacado o presidente Lula com "ofensas graves e deletérias". Os parlamentares foram acusados de agir como uma "turba ensandecida", proferindo insultos ao presidente e seus ministros.
A representação destaca que, ao adentrar o Parlamento, o coro de "O ladrão chegou" foi entoado pelos deputados, sendo considerado vil, abjeto e indecoroso, especialmente vindo de autoridades eleitas para representar o povo.
Gleisi Hoffmann e Zeca Dirceu argumentam que tais comportamentos não são protegidos pela imunidade parlamentar e representam um amesquinhamento do Parlamento. Eles alegam que Abílio Brunini deixou de observar o necessário decoro parlamentar, violando suas responsabilidades perante a sociedade e a Câmara dos Deputados.
Com base nesses argumentos, solicitam a abertura de um processo ético disciplinar contra Abílio, pedindo que suas ações sejam analisadas à luz das penalidades previstas no art. 10 do Código de Ética e Disciplina Parlamentar, que incluem censura (verbal ou escrita), suspensão de prerrogativas, suspensão do mandato ou até mesmo a perda do mandato. O pedido reflete a gravidade percebida pelos representantes do PT em relação às atitudes do deputado Abílio Brunini.
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