A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem se consolidado como uma das principais apostas da direita para conquistar o eleitorado feminino nas eleições presidenciais de 2026.
À frente do PL Mulher, Michelle vem ampliando sua presença política em todo o país e fortalecendo a base conservadora entre mulheres e evangélicas.
De acordo com a Veja, levantamentos recentes mostram que o voto feminino pode ser decisivo na próxima disputa presidencial. As mulheres representam 51,5% da população brasileira e somam cerca de 82,8 milhões do eleitorado, superando os homens em aproximadamente 9 milhões de votos.
Enquanto Michelle cresce como liderança política e mantém forte identificação com pautas ligadas à família, à fé e aos valores conservadores, a atual primeira-dama Janja tenta ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a recuperar espaço entre as mulheres, segmento em que o governo vem registrando queda de aprovação.
Pesquisa recente mostrou que a aprovação de Lula (PT) entre mulheres caiu de 48% em janeiro para 45% em abril. Já em uma simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), a vantagem do petista entre o eleitorado feminino teria despencado de 13 para apenas 4 pontos em um mês.
Michelle Bolsonaro tem percorrido estados, participado de eventos do partido e fortalecido candidaturas femininas alinhadas à direita. Sua atuação é vista como estratégica para suavizar a imagem do bolsonarismo e aproximar ainda mais o movimento de mulheres conservadoras.
Já Janja tem assumido protagonismo em agendas do governo voltadas ao público feminino, em meio a críticas por declarações polêmicas do presidente e ao aumento da insatisfação popular com a economia.
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