O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar decisões do Banco Central e pediu que governadores reduzam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para amenizar os efeitos econômicos do cenário internacional, especialmente sobre os combustíveis.
Durante evento realizado em São Paulo, Lula demonstrou insatisfação com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. O presidente afirmou que esperava uma queda maior na Selic e disse ter ficado “triste” com o resultado.
Na quarta-feira (18), o Copom anunciou a redução da taxa de 15% para 14,75% ao ano, marcando o primeiro corte desde 2024. Segundo o Banco Central, a decisão considerou o aumento das incertezas no cenário internacional, principalmente com a escalada do conflito no Oriente Médio, que tem pressionado preços de energia e commodities e pode afetar a inflação.
Além das críticas à política monetária, Lula também pediu a colaboração dos estados para reduzir temporariamente o ICMS, com o objetivo de diminuir o impacto da alta do petróleo e dos combustíveis no país. A proposta do governo federal prevê compensar parte das perdas de arrecadação dos estados, estimadas em cerca de R$ 3 bilhões por mês.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas discutidas pelo governo para tentar conter os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira e reduzir a pressão sobre itens como o diesel.
As críticas ao Banco Central se somam a episódios anteriores em que Lula questionou a condução da política de juros, tema que tem gerado debate entre o governo e o mercado financeiro desde o início de seu terceiro mandato.
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