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POLÍTICA NACIONAL Sexta-feira, 29 de Maio de 2026, 13:57 - A | A

Sexta-feira, 29 de Maio de 2026, 13h:57 - A | A

'BUSCAM OBTER LUCRO'

Lula afirma que classificação de PCC e CV como terroristas ameaça soberania brasileira

Gestão petista reagiu à decisão dos Estados Unidos e argumenta que medida pode abrir espaço para interferências internacionais no país

Da Redação

 

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas representa uma ameaça à soberania brasileira. A reação ocorreu após o Departamento de Estado norte-americano anunciar que as facções passarão a integrar a lista de grupos enquadrados como terroristas a partir de 5 de junho.

 

Integrantes do governo brasileiro argumentam que PCC e CV são organizações criminosas voltadas ao lucro ilícito e não grupos terroristas nos moldes previstos pela legislação brasileira. O posicionamento foi defendido ao longo do último ano em reuniões diplomáticas entre autoridades brasileiras e norte-americanas.

 

O principal temor do Palácio do Planalto é que a classificação possa servir de justificativa para futuras intervenções estrangeiras em território nacional. A então ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, chegou a declarar que o enquadramento de facções como terroristas poderia abrir brechas previstas na legislação internacional para ações externas no Brasil.

 

Ainda conforme a publicação, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, manteve conversas com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tentando evitar a adoção da medida. O próprio Lula também teria entregue ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um documento contrário à classificação das facções como terroristas.

 

Nos Estados Unidos, o governo Trump justificou a decisão alegando que PCC e Comando Vermelho representam ameaças transnacionais ligadas ao tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e atuação criminosa em diversos países da América Latina.

 

A medida também provocou forte repercussão política no Brasil. Governadores e lideranças da oposição passaram a cobrar um endurecimento das políticas de segurança pública e defenderam o reconhecimento das facções como organizações terroristas.

 

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Comente esta notícia

José Maria Cesar Liria Clemencia de Jesu 29/05/2026

Ameaça os Políticos envolvidos e os bandidos do colarinho branco que em Brasília onde estão a os montes.....

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1 comentários