Os brasileiros que pretendem adquirir um carro elétrico importado deverão enfrentar preços mais altos nos próximos anos. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém o cronograma de retomada do Imposto de Importação sobre veículos eletrificados, que prevê alíquotas de até 35%, com parte das categorias atingindo esse percentual em janeiro de 2027.
A medida marca uma mudança significativa na política adotada para o setor automotivo nos últimos anos e reacende o debate sobre os impactos da carga tributária no acesso dos consumidores às novas tecnologias.
Cronograma prevê imposto de até 35% em 2027
A política de reoneração foi anunciada pelo governo federal em 2023 e estabeleceu uma elevação gradual das alíquotas para veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in importados.
A decisão mais recente da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão ligado ao governo federal, antecipou para janeiro de 2027 a cobrança da alíquota de 35% para veículos eletrificados desmontados e semidesmontados. Já os veículos importados prontos seguem avançando para a tributação máxima prevista no cronograma.
Segundo o governo, a medida faz parte de uma estratégia para fortalecer a indústria automotiva nacional e incentivar a produção local de veículos eletrificados.
No governo anterior, imposto era zero
A política atual representa uma mudança em relação ao cenário existente em 2022. Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, os carros elétricos importados eram beneficiados por alíquota zero de Imposto de Importação, medida criada para estimular a eletrificação da frota brasileira e ampliar a oferta desse tipo de veículo no mercado nacional.
A estratégia buscava incentivar a chegada de novas tecnologias ao país, aumentar a concorrência entre fabricantes e reduzir barreiras para a expansão do setor de veículos elétricos.
Com a mudança de governo, a política foi revertida e o Imposto de Importação voltou a ser cobrado de forma gradual.
Governo defende proteção da indústria nacional
A justificativa oficial para a retomada da tributação é a necessidade de proteger a indústria nacional e estimular investimentos das montadoras instaladas no Brasil.
O governo argumenta que a produção local de veículos eletrificados pode gerar empregos, fortalecer a cadeia automotiva e reduzir a dependência de produtos importados.
Críticos apontam aumento de custos para o consumidor
Críticos da medida afirmam que o aumento da tributação deverá elevar os preços dos veículos elétricos e híbridos importados, dificultando o acesso dos consumidores a tecnologias mais modernas e sustentáveis.
O impacto tende a atingir especialmente montadoras estrangeiras que dependem da importação de veículos e componentes para abastecer o mercado brasileiro. Com custos maiores de importação, parte da elevação deverá ser repassada ao consumidor final.
Consumidor deverá sentir os efeitos no bolso
Independentemente das justificativas apresentadas pelo governo, o resultado mais imediato para o mercado é o aumento da carga tributária incidente sobre os veículos eletrificados importados.
Na prática, a transição de um cenário de imposto zero em 2022 para alíquotas que poderão atingir 35% em 2027 deverá tornar os carros elétricos importados mais caros para os consumidores brasileiros.
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