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POLÍTICA NACIONAL Terça-feira, 03 de Outubro de 2023, 12:18 - A | A

Terça-feira, 03 de Outubro de 2023, 12h:18 - A | A

POLÍTICA NACIONAL

Fazendeiro investigado por financiar atos antidemocráticos fica em silêncio na CPMI; assista

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O empresário mato-grossense Argino Bedin, sócio de fazendas de soja acusado de financiar golpes antidemocráticos, ficou calado durante depoimento nesta terça (3) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro.

Argino Bedin havia pedido ao Supremo Tribunal Federal para não comparecer à CPMI, mas o ministro Dias Toffoli só permitiu que ele não respondesse a perguntas que o incriminassem.

Caminhões nos protestos
O sojicultor de 73 anos dispensou o tempo inicial de 15 minutos para se defender e não respondeu à relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), sobre quantos caminhões de propriedade de sua família bloquearam rodovias e vieram a Brasília para os protestos.

Diante das negativas, a senadora citou relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) segundo o qual 272 caminhões chegaram ao Distrito Federal naqueles dias. Destes, 72 eram da cidade de Sorriso, no Mato Grosso, onde vive Argino Bedin e 16 caminhões pertenciam a ele ou a familiares.

Vídeos com bloqueios de estradas
Eliziane Gama exibiu um vídeo mostrando que os bloqueios feitos por caminhões impediram a passagem de uma criança que precisava de uma cirurgia de emergência no olho. Outro vídeo revelou manifestantes armados.

A relatora chamou a atenção para o patrimônio do empresário, que ela chamou de “império”, e lamentou que uma caminhada construída com trabalho seja finalizada com Argino Bedin sendo investigado por incentivo a atos antidemocráticos.

A comissão continua reunida no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

Mais informações a seguir

Reportagem - Cláudio Ferreira
Edição - Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

 

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