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POLÍTICA NACIONAL Segunda-feira, 25 de Maio de 2026, 16:24 - A | A

Segunda-feira, 25 de Maio de 2026, 16h:24 - A | A

"TRIPÉ"

Fala de petistas sobre “Brasil potência” vira alvo de críticas e contrasta com dados econômicos

Publicações que circulam no X apontam suposto alinhamento entre STF, Congresso e regulação digital como motor de avanço nacional; críticos destacam indicadores econômicos e rejeição ao governo

Da Redação

 

 

Uma narrativa que tem circulado principalmente em redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter), afirma que o Brasil estaria no caminho de se tornar uma “potência mundial” a partir de uma combinação institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e a regulação das plataformas digitais promovida pelo Executivo.

 

Segundo as publicações compartilhadas por perfis e grupos políticos, esse arranjo institucional formaria um “tripé” capaz de dar maior estabilidade ao governo federal. Na leitura apresentada nessas postagens, um STF alinhado ao Executivo reduziria disputas jurídicas sobre decisões governamentais, enquanto uma base aliada no Congresso permitiria maior fluidez na aprovação de pautas do Planalto. Já a regulação das big techs é descrita por esses grupos como uma ferramenta para reorganizar o ambiente digital e combater a desinformação.

 

A narrativa, no entanto, não é consenso e se insere em um cenário de forte polarização política. Críticos apontam que o discurso simplifica a dinâmica entre os Poderes e levanta questionamentos sobre equilíbrio institucional e liberdade de expressão.

 

No campo econômico, opositores do governo destacam indicadores como a taxa básica de juros em patamar elevado, inflação em itens essenciais e o aumento da dívida pública federal, atualmente na casa dos trilhões de reais, segundo dados oficiais. Também são mencionadas variações no preço de combustíveis e pressão sobre o custo de vida em diferentes regiões do país.

 

Pesquisas de opinião recentes divulgadas por institutos de pesquisa são frequentemente citadas por críticos para sustentar a avaliação de que há níveis elevados de desaprovação ao governo federal, embora os resultados variem conforme o levantamento e o período analisado.

 

Enquanto isso, apoiadores do governo argumentam que o cenário econômico precisa ser interpretado dentro de um contexto global mais amplo, marcado por juros altos em diversas economias e desafios fiscais herdados de períodos anteriores.

 

 

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