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POLÍTICA NACIONAL Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026, 13:54 - A | A

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026, 13h:54 - A | A

PRESSÃO INTERNACIONAL

Bolsonaro pode conseguir prisão domiciliar

Ex-presidente enfrenta risco à vida no regime fechado e aliados buscam socorro internacional

Luana Ogiwara

 

A Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav) encaminhou um pedido urgente à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à Organização dos Estados Americanos (OEA), solicitando que a entidade reavalie e acelere a análise de uma medida cautelar em favor do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). O documento foi apresentado como um aditamento à petição já em tramitação, sob o argumento de que a situação do ex‑chefe de Estado permanece grave e de risco à vida e à integridade física.

 

Parlamentares e advogados que assinam o pedido afirmam que as ações internas do Brasil até agora não seriam suficientes para mitigar os riscos enfrentados por Bolsonaro, que hoje cumpre prisão preventiva no Distrito Federal. Eles destacam que recentes eventos, incluindo sua transferência para outra unidade prisional após cirurgia e traumatismo craniano, teriam agravado o quadro, reforçando a necessidade de medidas internacionais urgentes.

 

No texto, os peticionários defendem que a inclusão de novas informações ao processo da CIDH pode levar à recomendação de que o Estado brasileiro substitua o regime fechado por prisão domiciliar humanitária, com monitoramento eletrônico e atendimento médico contínuo para evitar danos irreparáveis à saúde e à vida de Bolsonaro.

 

O documento foi subscrito por figuras políticas como o senador Izalci Lucas (PL‑DF) e deputados federais como Gustavo Gayer (PL‑GO), Bia Kicis (PL‑DF), Hélio Lopes (PL‑RJ) e Paulo Bilynskyj (PL‑SP), além de advogados da área jurídica que atuam no caso.

 

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