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POLÍTICA MT Terça-feira, 21 de Novembro de 2023, 14:30 - A | A

Terça-feira, 21 de Novembro de 2023, 14h:30 - A | A

SITUAÇÃO ALARMANTE

"Tanto a Assembleia como o Executivo falhou", disse Botelho sobre as queimadas no Pantanal

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho (União), expressou sua crítica à falta de atuação dos Poderes diante do incêndio que assola a região do Pantanal desde o início de outubro.

Desde então, o Pantanal mato-grossense enfrenta uma situação alarmante, com mais de 2 mil focos de queimadas, resultando na trágica morte de animais em meio às chamas. Os incêndios já se aproximam de pousadas na região da Transpantaneira, ampliando os riscos para a biodiversidade local.

O bioma atingiu um recorde assustador de focos de incêndio em novembro, totalizando 3 mil focos em apenas 15 dias, um aumento de 30% em relação ao recorde anterior para o mês inteiro.

"Eu acho que nós falhamos novamente com o Pantanal, tanto a Assembleia falhou, como o Executivo, como todo mundo falhou. Nós tínhamos que ter entrado, nós tínhamos que estar trabalhando nisso, e nós deixamos acontecer novamente essa queimada no Pantanal”, declarou Botelho em uma conversa com a imprensa nesta terça-feira (21).

Em um tom de autocrítica, Botelho reconheceu que nem o Observatório criado na Casa de Leis funcionou adequadamente diante do desastre ambiental. "Eu acho que foi uma falha generalizada. Eu não diria só do Governo, a Assembleia também falhou, e a população também, que devia ter vindo cobrar mais. Então eu acho que foi uma falha. Mas serve mais uma vez de alerta para o próximo ano não acontecer de novo. Depois que queimam tudo, aí nós dizemos 'agora nós temos que arrumar', pelo amor de Deus. Nós temos um Observatório que foi criado dentro da Assembleia, que falhou também”, criticou.

Desde o início de novembro, a plataforma do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou alarmantes 3.957 focos de incêndio no Pantanal. As chamas consumiram extensas áreas do bioma em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, de acordo com os dados do Laboratório de Aplicações de Satélites da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ), totalizando 489.950 hectares e 456.725 hectares, respectivamente. A situação, além de evidenciar a gravidade do desastre ambiental, destaca a necessidade urgente de ações coordenadas para preservar esse importante ecossistema.

 
 
 

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