O cenário político em Cuiabá para as eleições municipais de 2024 ganhou contornos interessantes com a manifestação do presidente do Partido Progressistas (PP) em Mato Grosso, o deputado estadual Paulo Araújo. Em declarações recentes, Araújo afirmou que o partido está aberto a apoiar a candidatura do deputado Eduardo Botelho (União) à prefeitura da capital, desde que o parlamentar não estabeleça alianças com o atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
O Progressistas vinha sondando Botelho para que ele se candidatasse pela sigla, caso optasse por deixar o União Brasil. No entanto, Botelho recusou o convite e indicou sua inclinação para se filiar ao PSD, buscando a disputa pelo Palácio Alencastro.
Apesar da recusa inicial, Paulo Araújo enfatizou sua proximidade com o presidente da Assembleia Legislativa e indicou que a aliança ainda é uma possibilidade, contanto que Botelho não estabeleça vínculos políticos com Emanuel Pinheiro.
"A minha tendência é apoiar Botelho. A única decisão que temos dentro do PP é de não nos aliarmos a candidatos que tenham ligação com o prefeito Emanuel Pinheiro", afirmou Araújo em entrevista ao MidiaNews.
O presidente do PP destacou que a decisão de não apoiar candidatos vinculados a Emanuel Pinheiro é fundamentada em críticas à gestão do prefeito, a quem acusa de "destruir" os cofres públicos da capital. Araújo ressalta que a relação com o MDB, representado pela deputada Janaina Riva, não apresenta ressalvas, mas a ligação com Emanuel Pinheiro é vista como um obstáculo.
"O MDB da Janaina Riva, que é minha amiga, nós não teremos ressalvas. Agora, o MDB comandado pelo Emanuel Pinheiro, o prefeito que acabou com Cuiabá, não dá. Talvez o próximo prefeito não tenha condições de reconstruir a cidade, por conta da má gestão dele", enfatizou.
A definição sobre o posicionamento do PP nas eleições municipais de 2024 em Cuiabá será tomada em conjunto com lideranças importantes do partido, incluindo o ex-senador Cidinho Santos e o ex-ministro Blairo Maggi. Araújo ressalta que a única decisão já tomada é não apoiar o candidato ligado a Emanuel Pinheiro.
O parlamentar reconhece que é "difícil" a sigla lançar um candidato próprio à majoritária em Cuiabá, indicando uma possível estratégia de apoio a outros nomes, como o de Eduardo Botelho. O desfecho dessa movimentação política promete influenciar significativamente o tabuleiro eleitoral na capital mato-grossense.


