Em uma entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (21), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, reiterou seu posicionamento a favor do término da intervenção do Estado na Saúde de Cuiabá até 31 de dezembro, conforme determinado pela Justiça. A intervenção, que começou em 15 de março deste ano, foi ordenada pelo desembargador Orlando Perri e posteriormente ratificada pelo pleno do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), em conjunto com o Tribunal de Contas (TCE-MT) e o Ministério Público.
Mendes destacou a excepcionalidade da intervenção na gestão pública brasileira e ressaltou que sua ocorrência foi respaldada por todas as instâncias do Judiciário, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele enfatizou que, embora seja favorável ao término da intervenção, a decisão não está em suas mãos, mas sim nas autoridades competentes.
O debate sobre a possível prorrogação da intervenção em 2024, último ano da gestão atual na capital, Cuiabá, está em pauta. Há preocupações quanto ao retorno do caos no setor de saúde caso a administração seja devolvida ao prefeito Emanuel Pinheiro.
Mauro Mendes ressaltou os avanços alcançados durante a intervenção, como a presença de médicos em todos os postos de saúde e o abastecimento de medicamentos. No entanto, ele reiterou que a decisão de prorrogar ou encerrar a intervenção não cabe a ele, mas às autoridades responsáveis.


