Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado estadual Faissal Calil questionou a vinculação de imagens de relógios Rolex e de um fuzil à sua pessoa durante a operação de busca e apreensão realizada no último dia 8 de junho. Segundo o parlamentar, os objetos e ambientes divulgados não pertencem à sua residência, e a associação das imagens ao seu nome, às vésperas do período eleitoral, teria como objetivo desgastar sua imagem pública e atingir seu capital político.
O deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou que acredita haver motivação política por trás da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal, que teve sua residência como alvo de busca e apreensão. Em entrevista aos jornalistas Antero Paes de Barros e Michely Figueiredo, o parlamentar negou qualquer irregularidade e declarou estar sendo injustamente associado às investigações.
Segundo Faissal, sua participação no caso ocorreu exclusivamente na condição de advogado. Ele explicou que foi contratado pelo empresário Vilmar Jancini para atuar em um processo fundiário ainda em 2023, antes mesmo de o caso ser distribuído ao desembargador afastado Dirceu dos Santos, com quem trabalhou como assessor há cerca de oito anos.
Durante a entrevista, Faissal também negou qualquer envolvimento em supostas negociações ilegais ou compra de decisões judiciais. Segundo ele, a própria cronologia dos fatos demonstra que sua participação no processo ocorreu antes da atuação de Dirceu dos Santos.
O parlamentar afirmou ainda que entregou voluntariamente seu telefone celular e a senha de acesso aos agentes da Polícia Federal. Para ele, a análise do aparelho comprovará que não participou de qualquer esquema ilícito.



