O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) foi definido como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos), que disputará o Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A decisão encerra meses de articulações envolvendo diferentes partidos da base governista e consolida a aliança entre Republicanos e a federação União Progressista.
A indicação de Fábio Garcia foi construída com o respaldo do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que defendia seu nome para compor a chapa. A definição também mantém a influência do grupo político liderado por Mauro na sucessão estadual.
A composição ganhou força após a convenção do União Brasil, quando a ala ligada ao ex-governador venceu a disputa interna contra a candidatura do senador Jayme Campos, por 30 votos a 19, consolidando o apoio do partido ao projeto liderado por Pivetta.
Embora tenha afirmado, em diversas ocasiões, que seu objetivo inicial era disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, Fábio Garcia nunca descartou a possibilidade de assumir outra missão caso fosse convocado pelo grupo político. Seu nome era citado como um dos favoritos para a vaga desde o ano passado.
Ex-secretário-chefe da Casa Civil e um dos principais aliados de Mauro Mendes, Fábio reúne características consideradas estratégicas para a chapa, entre elas a forte atuação política na Baixada Cuiabana. A avaliação do grupo governista é que sua presença complementa a base eleitoral de Pivetta, cuja principal força política está concentrada no interior do Estado.
Durante as negociações, outros nomes chegaram a ser cogitados para ocupar a vice. O próprio governador manifestou, em diferentes momentos, preferência por uma mulher na composição da chapa, o que abriu espaço para especulações envolvendo a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e a deputada federal Gisela Simona (União Brasil).
Janaina chegou a ser considerada por interlocutores ligados ao agronegócio, mas a hipótese perdeu força após o rompimento político com o grupo governista e sua confirmação como candidata ao Senado na aliança entre MDB e PL.
Gisela Simona também figurou entre as possibilidades por reunir características defendidas por Pivetta, como representatividade feminina, base eleitoral em Cuiabá e atuação no União Brasil. No entanto, o nome de Fábio Garcia prevaleceu nas articulações finais.
Na reta decisiva das negociações, o Podemos também buscou indicar o candidato a vice como parte das tratativas para apoiar Pivetta. Entre os nomes discutidos estiveram o empresário Elson Ramos, do setor de transportes, e a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira.
O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, também chegou a ser mencionado como alternativa, mas a possibilidade não avançou.
Com a definição, Otaviano Pivetta opta por manter a composição da chapa dentro do núcleo político que atualmente comanda o Estado, em vez de utilizar a vaga de vice para ampliar alianças partidárias. A escolha também altera o cenário da disputa para a Câmara Federal, já que Fábio Garcia deixa de concorrer à reeleição como deputado federal para integrar a chapa majoritária.
Nos bastidores, a indicação é vista como mais um passo na estratégia do grupo governista para dar continuidade ao projeto político iniciado durante a gestão de Mauro Mendes.



