A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Libertas para desarticular um grupo criminoso investigado por extorsões contra comerciantes de Nova Mutum. A ação resultou no cumprimento de 10 ordens judiciais, incluindo cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum, apontou que integrantes de uma facção criminosa estruturaram um esquema de cobrança ilegal de valores de empresários e comerciantes da cidade.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos exigiam pagamentos periódicos, conhecidos como “taxas”, para que os comerciantes pudessem manter suas atividades sem sofrer ameaças ou represálias. Os valores cobrados variavam entre R$ 150 e R$ 300 por estabelecimento.
As extorsões eram realizadas de diferentes maneiras. Em alguns casos, as vítimas recebiam ligações telefônicas com ameaças e ordens para realizar os pagamentos. Em outras situações, integrantes do grupo compareciam pessoalmente aos estabelecimentos para intimidar os comerciantes e reforçar as cobranças ilegais.
As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Nova Mutum e Cuiabá. Na Capital, a operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados e o sequestro de um veículo Honda HR-V EX, ano/modelo 2025/2026, avaliado em aproximadamente R$ 159,9 mil.
De acordo com as investigações, um dos principais alvos chamou atenção pelo aumento rápido do patrimônio. A Polícia Civil informou que o suspeito possui histórico criminal e havia obtido progressão de regime em agosto de 2025, mas não foram identificadas fontes formais de renda compatíveis com a aquisição do veículo.
A suspeita de que o automóvel tenha sido adquirido com recursos provenientes das atividades criminosas reforçou os indícios de lavagem de dinheiro e motivou a determinação judicial para o bloqueio do bem.
Conforme a Polícia Civil, a operação busca interromper a atuação do grupo, impedir novas extorsões, preservar a ordem pública e retirar recursos financeiros obtidos por meio de práticas ilícitas.
O nome da operação faz referência à palavra latina “libertas”, que significa liberdade. Segundo a investigação, a escolha representa o objetivo de devolver aos comerciantes de Nova Mutum a tranquilidade para exercer suas atividades sem sofrer ameaças, cobranças ilegais ou intimidações de organizações criminosas.


