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POLICIAL Segunda-feira, 27 de Abril de 2026, 08:53 - A | A

Segunda-feira, 27 de Abril de 2026, 08h:53 - A | A

OPERAÇÃO CODINOMES

Operação mira facção criminosa e cumpre 22 ordens judiciais em Mato Grosso

Ação integrada combate tráfico de drogas e homicídios na região de Cáceres; grupo tinha estrutura hierarquizada e atuação coordenada de dentro de presídios

Da Redação

 

 

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira (27), a Operação Codinomes para desarticular uma facção criminosa com forte atuação na região de Cáceres, no interior de Mato Grosso. Ao todo, foram expedidas 22 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, cumpridos em Cuiabá, Cáceres, Mirassol D’Oeste, Várzea Grande e Primavera do Leste.

 

As ordens foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após manifestação favorável do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Cáceres. A operação é resultado de uma investigação iniciada em julho de 2025 pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela Delegacia de Fronteira.

 

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De acordo com as apurações, cerca de 35 pessoas integravam o grupo criminoso, que operava com divisão clara de funções e estrutura hierarquizada. A facção atuava principalmente no tráfico de drogas e também estaria envolvida em crimes violentos, como homicídios.

 

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Durante as investigações, a polícia identificou ao menos 32 pontos de venda de drogas em Cáceres, todos ligados à organização. Parte das atividades era coordenada por integrantes que já se encontram presos no sistema penitenciário, o que evidencia a continuidade das ações criminosas mesmo de dentro das unidades prisionais.

 

Entre os alvos está uma mulher conhecida pelo codinome “Princesa”, apontada como gerente regional do grupo. Ela já havia sido alvo da Operação Coroa Quebrada e, segundo a polícia, exercia papel estratégico na coordenação das atividades ilícitas.

 

Ainda conforme a investigação, integrantes presos repassavam ordens a membros em liberdade, incluindo o monitoramento de possíveis rivais. A facção mantinha um sistema rígido de vigilância territorial, com envio constante de fotos e vídeos de bairros para acompanhar a movimentação policial e de grupos concorrentes.

 

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O nome “Codinomes” foi escolhido justamente porque os investigados mudavam frequentemente seus apelidos para dificultar a identificação pelas autoridades.

 

A operação mobilizou uma grande força-tarefa, reunindo Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e o Exército Brasileiro. Participaram equipes especializadas como Bope, Rotam, Força Tática, Raio e o 6º Batalhão da PM, além do Comando de Fronteira Jauru/66º Batalhão de Infantaria Motorizado.

 

No total, a ação contou com 64 policiais civis, 40 militares, 15 policiais penais e 23 militares do Exército, evidenciando o esforço integrado no combate ao crime organizado na região de fronteira.

 

A Operação Codinomes faz parte da Operação Pharus, inserida no programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso. O nome “Pharus”, de origem latina, remete a “farol”, simbolizando a atuação do Estado no enfrentamento contínuo da criminalidade.

 

Além disso, a ação integra as iniciativas da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne forças de todo o país para desenvolver estratégias de inteligência no combate às facções.

 

A Dra. Bruna Laet, Delegada de Polícia, da mais detalhes da Operação Codinomes, deflagrada na manhã desta segunda feira em Cáceres, veja:

 

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