A mulher identificada como Luana Campos Brasil da Silva, que foi presa por jogar o próprio filho de dois meses em uma fogueira no bairro Tarumã, em Várzea Grande, no dia 8 de dezembro, foi indiciada pelo crime de homicídio, conforme informou o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá. O policial também requisitou um exame psicológico para a suspeita.
Inicialmente, havia a hipótese de que Luana seria indiciada por infanticídio, no entanto, diante de indícios de problemas psicológicos e dificuldades de recordação por parte da suspeita, o delegado optou pelo indiciamento por homicídio.
O delegado destacou que o exame requisitado servirá para embasar possíveis qualificadoras que poderão ser adicionadas à medida que a investigação avança. Ele ressaltou que Luana sempre demonstrou arrependimento pelo crime, mas não conseguiu explicar os motivos que a levaram a ato tão brutal.
O Crime:
Segundo o delegado Nilson Farias, Luana estava passando por uma rua do bairro com o bebê quando avistou um fogo às margens da via. "Viu o fogo, jogou o bebê e, em seguida, tentou salvá-lo, mas não conseguiu", afirmou. Mesmo não conseguindo salvar a criança, a mulher se escondeu em uma região de mata, sendo posteriormente encontrada e encaminhada ao Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG), onde recebeu voz de prisão.
Relatos de familiares à polícia indicam que, inicialmente, Luana não desejava o filho durante a gravidez. No entanto, após o nascimento, desenvolveu um forte apego à criança, chegando a restringir o contato do bebê com outros familiares. A investigação continua para esclarecer os detalhes do trágico incidente.



