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POLICIAL Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 09:11 - A | A

Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 09h:11 - A | A

FAMÍLIA DO CRIME

Grupo familiar envolvido com tráfico e lavagem de dinheiro é alvo de operação em Mato Grosso

Entre os alvos está a mulher apontada como líder da facção na região, foragida do presídio desde agosto de 2025, além do pai, da filha e do genro.

Luana Ogiwara

 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Showdown, com o objetivo de desarticular um núcleo familiar apontado como braço financeiro de uma facção criminosa que atua em Alta Floresta e cidades da região norte do estado.

 

Ao todo, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo quatro mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis e diversos bloqueios de contas bancárias. A ação foi coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, em conjunto com a Delegacia de Alta Floresta.

 

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Segundo as investigações, o grupo é formado por familiares da principal líder da organização criminosa na região, que está foragida do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, desde o dia 17 de agosto de 2025.

 

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De acordo com o delegado da Draco de Cuiabá, Victor Hugo Caetano de Freitas, a operação é resultado de uma investigação aprofundada sobre o esquema financeiro da facção.

 

“Hoje, dia 5 de março de 2026, a Polícia Civil, por meio da GCCO e da Draco de Cuiabá, em conjunto com a Delegacia de Alta Floresta, deflagrou a Operação Showdown. A operação visa o cumprimento de 31 ordens judiciais, sendo quatro prisões preventivas, sete buscas, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis e diversos bloqueios de contas bancárias”, explicou o delegado.

 

Ainda conforme o delegado, os alvos são familiares da suspeita apontada como líder da facção em Alta Floresta e região. Mesmo foragida, ela continuaria comandando as atividades criminosas.

 

“A investigação aponta que os familiares dela, sob o comando dessa suspeita, foragida desde 17 de agosto de 2025, realizavam atividades criminosas de lavagem de dinheiro, utilizando plataformas de apostas online, popularmente conhecidas como ‘tigrinhos’, além de empresas de fachada”, detalhou.

 

 

 

A apuração identificou que o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e meio. Segundo a Polícia Civil, os investigados pai, filha e genro da líder foragida mantinham um padrão de vida luxuoso incompatível com qualquer atividade profissional formal.

 

“Esses suspeitos viviam vidas luxuosas e completamente incompatíveis com as atividades que exerciam. Simplesmente não praticavam labor nenhum e movimentavam valores altíssimos de recursos”, afirmou Victor Hugo.

 

O delegado ressaltou que a operação é fruto de um trabalho técnico e qualificado de investigação, com uso de ferramentas especializadas de apuração financeira.

 

“Foi feita uma investigação qualificada, com emprego de técnicas investigativas, e agora segue o inquérito policial para finalização, para que seja encaminhado ao Judiciário e, posteriormente, haja a responsabilização penal dos suspeitos”, concluiu.

 

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A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos movimentados pelo grupo.

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