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POLICIAL Sexta-feira, 13 de Março de 2026, 17:25 - A | A

Sexta-feira, 13 de Março de 2026, 17h:25 - A | A

FRAUDE NA BOMBA

Dono de posto é preso por vender diesel comum como aditivado em Cuiabá

Fiscalização da Polícia Civil e da ANP flagrou irregularidade em bomba que anunciava diesel S10 aditivado; proprietário foi autuado por crime contra as relações de consumo

Valéria Domingo

 

Uma fiscalização realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso, em conjunto com fiscais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), resultou na prisão do proprietário de um posto de combustíveis localizado na Rodovia Palmiro Paes de Barros, em Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (13). A ação identificou indícios de fraude contra consumidores durante o abastecimento.

 

De acordo com a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), os agentes constataram que o estabelecimento comercializava óleo diesel S10 comum em uma bomba identificada como diesel S10 aditivado, que era vendido ao preço de R$ 7,39.

 

A diferença entre os dois combustíveis está na composição. Enquanto o diesel S10 comum possui baixo teor de enxofre e é utilizado na maioria dos veículos a diesel modernos, a versão aditivada recebe substâncias detergentes e dispersantes que ajudam a limpar o sistema de injeção, reduzir depósitos no motor e melhorar o desempenho do veículo. Por esse motivo, o produto costuma ser comercializado por um valor mais alto.

 

Diante da irregularidade, o proprietário e o gerente do posto foram conduzidos à Decon para esclarecimentos. Após análise preliminar da perícia, o dono do estabelecimento foi autuado em flagrante por crime contra as relações de consumo, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa.

 

Durante a abordagem, o empresário ainda teria fornecido informações falsas sobre seu endereço residencial, afirmando morar nos fundos do próprio posto. Funcionários do local, porém, informaram aos policiais que não existe residência no imóvel, o que levantou suspeita de tentativa de induzir os agentes a erro.

 

Segundo a Polícia Civil, o estabelecimento já havia sido alvo de outra fiscalização anteriormente, quando foi constatada fraude volumétrica no abastecimento: a cada 20 litros registrados na bomba, cerca de 120 mililitros a menos eram efetivamente entregues ao consumidor.

 

Após a lavratura do flagrante, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça. As autoridades informaram que operações de fiscalização em postos e distribuidoras de combustíveis devem continuar sendo intensificadas no estado.

 

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