O governo da Rússia voltou a subir o tom contra os Estados Unidos e classificou como “inaceitável” a pressão exercida por Washington sobre Cuba. A declaração foi feita nesta quinta-feira (21) em meio à escalada da tensão diplomática envolvendo a ilha caribenha.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o bloqueio econômico imposto pelos EUA provoca graves impactos à população cubana e acusou Washington de aprofundar a crise humanitária no país. Segundo Moscou, o endurecimento das sanções e o aumento da presença militar norte-americana na região agravam ainda mais a situação vivida pelos cubanos.
Em nota oficial, o governo russo também criticou métodos considerados agressivos contra líderes políticos. O Kremlin declarou que práticas que “beiram a violência” não devem ser aplicadas contra chefes de Estado e demonstrou reprovação à postura adotada pelos norte-americanos.
A nova crise diplomática ganhou força após o governo do presidente Donald Trump apresentar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.
O líder cubano é investigado por suposto envolvimento no abatimento de duas aeronaves civis da organização Brothers to the Rescue, episódio ocorrido em 1996 que terminou com quatro mortos, sendo três cidadãos norte-americanos.
A ofensiva judicial levantou suspeitas internacionais sobre uma possível ampliação das ações dos EUA contra Cuba, em estratégia semelhante à adotada anteriormente contra o governo da Venezuela e o presidente Nicolás Maduro.
Nos últimos meses, autoridades russas vêm intensificando críticas ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha. Moscou afirma que as medidas americanas têm sufocado a economia cubana, afetando diretamente o abastecimento de combustível, medicamentos e serviços essenciais.


