Um tiroteio que deixou ao menos dois mortos e diversos feridos no centro de Austin, no estado do Texas, teve como autor Ndiaga Diagne, de 53 anos, que foi morto durante a ação policial na madrugada do último domingo (1º). O ataque ocorreu em uma área conhecida pela intensa vida noturna e levou o FBI a iniciar uma investigação para apurar possível conexão com terrorismo.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, o suspeito dirigia um veículo utilitário esportivo (SUV) pela movimentada West Sixth Street pouco antes das 2h da manhã, quando abriu fogo contra pessoas que estavam em frente a um bar bastante frequentado. Após os primeiros disparos feitos de dentro do carro, ele desceu do veículo e continuou atirando enquanto caminhava pela rua, provocando pânico generalizado entre clientes e pedestres.
Policiais que já atuavam na região responderam rapidamente ao chamado e confrontaram o atirador, que acabou sendo baleado e morreu ainda no local. Equipes de emergência foram acionadas imediatamente para socorrer as vítimas, que foram encaminhadas a hospitais da região. Pelo menos três feridos permanecem em estado crítico, segundo boletim médico divulgado pelas autoridades de saúde.
A área atingida fica próxima à Universidade do Texas em Austin, o que aumentou a preocupação entre estudantes e moradores. A região é considerada um dos principais pontos de entretenimento noturno da cidade, concentrando bares e restaurantes com grande circulação de jovens aos fins de semana.
Durante coletiva de imprensa, representantes da polícia afirmaram que elementos encontrados com o suspeito levantaram a hipótese de motivação extremista. Diante disso, o FBI acionou sua força-tarefa antiterrorismo para analisar possíveis vínculos ideológicos ou conexões com organizações radicais. Até o momento, não há confirmação oficial sobre qual teria sido a motivação do crime.
As autoridades também investigam se o agressor agiu sozinho ou se manteve contato com terceiros antes do ataque. Familiares das vítimas estão sendo acompanhados por equipes de apoio psicológico, enquanto a cidade tenta retomar a normalidade após a madrugada de terror.



