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JUDICIÁRIO Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 16:20 - A | A

Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 16h:20 - A | A

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Justiça mantém preso tenente que baleou motorista após briga de trânsito em Cuiabá

Tenente é réu por tentativa de homicídio após briga de trânsito; decisão cita gravidade do crime e histórico de violência

Valéria Domingo

 

A Justiça de Mato Grosso decidiu manter a prisão preventiva do tenente da Polícia Militar Rennan Albuquerque de Melo, acusado de tentar matar um motorista de aplicativo durante uma briga de trânsito na capital. A decisão foi proferida nesta terça-feira (17) pela juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal.

 

O caso ocorreu em 19 de dezembro de 2025, no bairro Duque de Caxias, nas proximidades do Shopping Goiabeiras. Segundo as investigações, após uma colisão entre veículos, o policial sacou uma arma e efetuou diversos disparos contra a vítima, que foi atingida na cabeça e socorrida com vida.

 

De acordo com o Ministério Público, o militar responde por tentativa de homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

 

A defesa pediu a revogação da prisão ou a substituição por prisão domiciliar, alegando questões familiares, como a existência de filhos menores com condições de saúde que exigem cuidados especiais. O pedido, no entanto, foi negado.

 

Na decisão, a magistrada destacou a gravidade do crime e o risco que o acusado representa. Para ela, o fato de a violência ter ocorrido após uma discussão banal de trânsito evidencia alto grau de periculosidade. Em trecho da decisão, a juíza apontou que a conduta demonstra “desprezo pela vida humana” e ameaça à ordem pública.

 

“Com efeito, a gravidade concreta da conduta, praticada por um policial militar, que integra a segurança pública, revela altíssimo grau de periculosidade e risco à ordem pública, sobretudo porque sua conduta violenta aparentemente decorreu de simples discussão do trânsito, o que demonstra completo desprezo pela vida humana, pela ordem e pelo cumprimento das leis”, diz trecho de decisão.

 

Outro ponto considerado foi o histórico do policial. Rennan já havia sido citado em outros episódios de violência, incluindo agressões a um idoso e a um adolescente, além de denúncias anteriores envolvendo condutas violentas.

 

Diante desse cenário, a Justiça entendeu que permanecem os requisitos para a prisão preventiva e rejeitou a substituição por medidas mais brandas.

 

"Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de revogação da prisão preventiva de RENNAN ALBUQUERQUE DE MELO e de sua substituição por prisão domiciliar, mantendo-se hígida a decisão anteriormente proferida, por persistirem os requisitos legais que a fundamentam", finalizou magistrada.

 

O tenente segue detido enquanto responde ao processo, que ainda está em fase inicial e deve avançar com a apresentação de defesa e produção de provas nos próximos meses.

 

 

 

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