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JUDICIÁRIO Segunda-feira, 20 de Abril de 2026, 23:25 - A | A

Segunda-feira, 20 de Abril de 2026, 23h:25 - A | A

DECLARAÇÃO INFELIZ

Desembargadora que afirmou que juiz “está prestes a trabalhar em regime de escravidão” recebeu R$ 91 mil em março

Redação

 

A declaração da desembargadora Eva do Amaral, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), sobre uma suposta precarização da magistratura reacendeu o debate público sobre a estrutura remuneratória e os benefícios concedidos ao Judiciário brasileiro.


De acordo com informações divulgadas, a magistrada recebeu cerca de R$ 91 mil no mês de março. A fala ocorreu durante sessão da 3ª Turma de Direito Penal, quando a desembargadora criticou a redução de benefícios adicionais — conhecidos como “penduricalhos” — e afirmou que, diante das perdas, juízes poderiam, no futuro, “entrar para o rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”.


A declaração ganhou repercussão após ser destacada pelo apresentador do Jornal da Band, Eduardo Oinegue, ampliando o alcance do debate sobre a disparidade entre a percepção de perdas salariais no Judiciário e a realidade financeira da maioria da população.


Além da remuneração, dados apontam que a magistrada tem à disposição um veículo híbrido, com motorista exclusivo, custeados pelo próprio tribunal. O modelo previsto em contrato é um BYD King GS 2025/2026, avaliado em aproximadamente R$ 175 mil.


O TJPA mantém um contrato mensal estimado em R$ 544 mil para a locação de 40 veículos e a prestação de serviços de 40 motoristas. O acordo foi firmado após a ampliação do número de desembargadores, que passou de 30 para 40. Ao longo de cinco anos, o custo total do contrato deve ultrapassar R$ 32,6 milhões.


Segundo os termos contratuais, os veículos devem ser novos e equipados com itens de conforto e segurança, como ar-condicionado, bancos de couro e isolamento acústico.


Durante sua manifestação, Eva do Amaral também relatou dificuldades enfrentadas por colegas magistrados, afirmando que alguns estariam deixando de arcar com despesas médicas e medicamentos devido à redução de rendimentos.

 

 

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Comente esta notícia

Mano 22/04/2026

Eu queria ter um salário de escravidão desse....

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Paulo Sa 21/04/2026

Que dó hein?! Com um salario baixo desse vai pra debaixo da ponte! Vai ficar meio esquisito com carro de quase 200 motorista e mendigando...

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2 comentários