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GERAL Segunda-feira, 09 de Outubro de 2023, 15:44 - A | A

Segunda-feira, 09 de Outubro de 2023, 15h:44 - A | A

Geral

Vereador quer impedir descarte irregular de mais de 6 mil medicamentos vencidos

O vereador e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Indenizatórios, Sargento Vidal (MDB), tomou uma atitude enérgica para evitar o descarte irregular de mais de 6 mil medicamentos comprados e vencidos durante a gestão da Intervenção Estadual na Saúde de Cuiabá. Em uma entrevista à Rádio Tribuna, na manhã desta segunda-feira (09), o vereador explicou que a Intervenção desobedeceu ao embargo feito pela CPI no último sábado (30) e informou que faria o descarte nesta segunda-feira, às 14h. Para ele, essa pressa e desobediência no descarte configuram uma ação "criminosa e sorrateira". "A Intervenção desrespeitou esta Casa de Leis ao não enviar os documentos requeridos por esta CPI para prestar os esclarecimentos. Está tentando manipular para descartar o mais rápido possível esses medicamentos. Mandou um documento à Câmara, no fim do expediente de sexta-feira, comunicando que descartará hoje. Entendo essa pressa em se livrar desses medicamentos como sorrateira e entramos na justiça para tentar impedir esse gesto criminoso", apontou Vidal. O vereador salientou que, com o embargo da CPI, realizado após flagrante no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos (CDMIC), os medicamentos deveriam permanecer no local, com o descarte condicionado a explicações da equipe de Intervenção e avaliação minuciosa dos órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas do Estado (TCE). "Os demais medicamentos, que inclusive culminaram também em CPI e foram comprados na gestão do atual prefeito, estão todos lá, aguardando o parecer e relatório final do TCE e demais órgãos de investigação. O que a CPI quer é que aconteça exatamente o mesmo, que esses medicamentos permaneçam no local até que a investigação seja concluída. O povo precisa de respostas", enfatizou. Além disso, na entrevista, o vereador rebateu as críticas do governador Mauro Mendes, que classificou a CPI dos Indenizatórios como "factoides políticos". "O objetivo da CPI é investigar a denúncia de compra superfaturada de medicamentos na Secretaria Municipal de Saúde, que teriam sido adquiridos por intermédio de indenizatório, à margem do que preza a lei de licitações públicas. Conforme a denúncia feita pelo próprio prefeito Emanuel Pinheiro, esse superfaturamento pode chegar a um rombo de R$ 185 milhões. Temos exemplos de medicamentos comprados a R$16, que pelo Consórcio Intermunicipal seriam adquiridos a R$6, ou seja, um superfaturamento de mais de 100%. Nosso papel é investigar, e se o governador não tem nada a temer, não vejo razões para atacar o nosso trabalho, que é sério e em prol do povo", finalizou o vereador Sargento Vidal.

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