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GERAL Quarta-feira, 20 de Setembro de 2023, 14:27 - A | A

Quarta-feira, 20 de Setembro de 2023, 14h:27 - A | A

Geral

Veja quem são os cobradores do chicote alvos de operação; "descobertos por burrice"

Dois empresários, Rafael Geon e Bruno Rossi, foram detidos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá durante a manhã desta quarta-feira, como parte da "Operação Piraim". A ação visa desmantelar um grupo de cobradores que são acusados de utilizar violência em suas atividades. A investigação revelou que Rafael Geon possui uma loja de joias na capital mato-grossense. Ele e Bruno Rossi são apontados como os supostos mandantes de um grupo que agrediu brutalmente um devedor, inclusive usando chicotes. Um desses incidentes foi registrado em vídeo e se tornou público no mês de agosto. A agressão ocorreu em plena luz do dia, na Avenida Miguel Sutil. Até o momento, quatro mandados de prisão contra os cobradores ainda estão pendentes, com a Polícia Civil tratando-os como foragidos. Os indivíduos procurados são Guilherme Augusto Ribeiro, conhecido como "Japão"; Benedito Luiz Figueiredo de Campos, apelidado de "Dito"; José Augusto de Figueiredo Ferreira, também conhecido como "Sapo"; e Sérgio Silva Cordeiro. Veja foragidos:     Além dos seis mandados de prisão, a Operação Piraim também realizou cinco buscas e apreensões. A investigação concentra-se na apuração do crime de extorsão mediante restrição de liberdade. O delegado Guilherme Bertoli, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf), explicou que os agressores, apelidados de "cobradores do chicote", foram descobertos devido à sua imprudência. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (20), após o início da Operação Piraim, o delegado afirmou: "Devido à burrice dos criminosos de praticar o crime - e ainda filmar e divulgar as agressões -, foi possível iniciar a investigação e representar pela prisão deles." [caption id="attachment_569332" align="alignleft" width="300"] O delegado Guilherme Bertoli[/caption]             A investigação começou após a divulgação de um vídeo na Avenida Miguel Sutil, onde seis homens agrediram um devedor com chicotadas, exigindo o pagamento de uma dívida. O incidente ocorreu em maio, mas só veio à tona em agosto, quando o pai da vítima denunciou a ameaça ao filho, que devia R$ 160 mil a um dos empresários envolvidos na operação.             No entanto, quando a polícia montou uma armadilha para prender os agressores em flagrante, a vítima, temendo represálias, negou que tivesse sido agredida. Isso impossibilitou a prisão naquele momento. Meses depois, em agosto, o vídeo das agressões surgiu nas redes sociais, permitindo a identificação de todos os envolvidos e o início das investigações. "O modo atrapalhado e petulante desses criminosos levou à divulgação do vídeo das agressões, que contradisse a versão da vítima. A vítima havia mentido por medo", revelou o delegado Guilherme Bertoli. A Operação Piraim continua em andamento, com as autoridades buscando prender os demais envolvidos e aprofundando as investigações sobre as atividades do grupo de cobradores violentos.

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