O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) revogou o bloqueio de R$ 37,8 milhões em bens de 32 empresários do ramo de gráficas, políticos e servidores da Assembleia Legislativa, que respondem por suposto ato de improbidade administrativa relacionada à "Máfia das Gráficas". O esquema teria desviado o montante milionário dos cofres do Parlamento, por meio de fraudes em licitação para aquisição de materiais gráficos no ano de 2012. A decisão foi emitida pela Câmara Temporária de Direito Público do TJMT na presente semana. Os desembargadores seguiram, por unanimidade, o voto do relator, juiz convocado Edson Dias Reis. Entre os envolvidos beneficiados pela decisão estão José Geraldo Riva, Mauro Luiz Savi, Sérgio Ricardo Almeida, Luiz Márcio Bastos Pommot, Agenor Francisco Bombassaro, Djalma Ermenegildo, Djan da Luz Clivatti, Robson Rodrigues Alves, e várias empresas, incluindo a Multigráfica Indústria Gráfica e Editora Ltda- EPP, Editora de Guias Mato Grosso Ltda, E.G.P. Da Silva-ME, entre outras. O esquema da "Máfia das Gráficas" representa um marco na história política do estado de Mato Grosso, sendo objeto de investigações e processos judiciais que visam responsabilizar os envolvidos pelos desvios milionários. A revogação do bloqueio de bens traz um novo capítulo a esse caso complexo, gerando debates e análises sobre os rumos da Justiça em relação a este e outros casos de corrupção que marcaram a história política do estado.
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