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GERAL Quarta-feira, 13 de Setembro de 2023, 17:04 - A | A

Quarta-feira, 13 de Setembro de 2023, 17h:04 - A | A

Geral

Suspeitos de tentar explodir caminhão-tanque confessaram tentativa de atentado em Brasília

No decorrer de um julgamento que ocorreu hoje (13) no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes expôs detalhes sobre a tentativa de atentado ocorrido em dezembro do ano passado, próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, e a intenção de assassinar ministros da mais alta corte do país. Moraes, que atua como relator das ações penais relacionadas à tentativa de golpe, revelou que os presos envolvidos no caso confessaram ter realizado um reconhecimento das instalações do STF para planejar possíveis assassinatos de ministros. George Washington de Oliveira e Alan Diego dos Santos Rodrigues, os dois indivíduos presos e subsequentemente condenados pela 8ª Vara Criminal de Brasília por tentativa de atentado à bomba, foram os principais protagonistas na tentativa de crime. Durante o julgamento, Moraes descreveu o contexto que precedeu o atentado frustrado, destacando uma escalada de violência que teve início no segundo turno das eleições presidenciais de outubro de 2022. O ministro reforçou a memória coletiva ao mencionar o caos que ocorreu no centro de Brasília durante a cerimônia de diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 12 de dezembro de 2022. No entanto, o ápice dessa onda de violência foi a tentativa de explosão de uma bomba em um caminhão-tanque estacionado nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, no dia 24 do mesmo mês. Moraes ressaltou que, caso o dispositivo não tivesse enfrentado problemas técnicos, teria causado uma tragédia de proporções inimagináveis, com "centenas e centenas de pessoas" perdendo suas vidas. "Confessaram que iam explodir um caminhão-tanque perto do aeroporto. Se não tivesse ocorrido um erro na montagem do dispositivo, aquilo teria matado centenas e centenas de pessoas que estavam no aeroporto, porque iria explodir combustível ao lado", pontuou o ministro. No desenrolar da narrativa, Moraes revelou que os presos, George Washington de Oliveira e Alan Diego dos Santos Rodrigues, admitiram ter realizado um minucioso reconhecimento das imediações do Supremo Tribunal Federal com a finalidade de planejar possíveis ataques a ministros da corte. De acordo com Moraes, eles buscavam identificar ângulos propícios para disparos de sniper, indicando que ambos eram possuidores de Certificado de Atirador Desportivo (CACs). "Confessaram que fizeram todo reconhecimento próximo ao Supremo Tribunal Federal para verificar a possibilidade de dar tiros de sniper [atirador de elite] – eles eram CACs –, para verificar ângulo para, se fosse necessário, assassinar os ministros do Supremo Tribunal Federal", enfatizou o ministro. "Eles próprios confessaram."

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