As refinarias registraram quedas no preço do etanol, mas os consumidores de Cuiabá não têm reflexos diretos disso em seus bolsos. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea), o preço final pago pelo consumidor tem apresentado uma tendência de alta nos últimos meses. Nesta semana, o etanol é comercializado por até R$ 3,27 por litro na capital mato-grossense. O valor mais acessível encontrado nas bombas é de R$ 3,09 por litro. No entanto, segundo os números do Cepea, no mês de setembro, o preço do combustível caiu 11 centavos, diminuindo entre os valores praticados nas refinarias e os valores nas bombas. No início de setembro, o litro do etanol nas refinarias custava R$ 2,67, mas no dia 29 do mesmo mês, esse valor já havia caído para R$ 2,56. A pergunta que fica é por que essa redução não se reflete integralmente no preço para o consumidor.
Diferenças entre Distribuidoras e Postos 'Bandeirados' Para esclarecer essa contradição, ouvimos o Presidente do Sindicato de Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetroleo-MT), Kaká Alves. Ele explicou que a variação no preço do etanol pode estar relacionada a uma diferença na porta das distribuidoras. “Existem distinções importantes entre as grandes distribuidoras que abastecem postos 'bandeirados' e as menores distribuidoras que negociam com postos sem contratos”, disse Alves. "Essas diferenças podem impactar nossos preços, já que alguns distribuidores têm estoque disponível." Alves também destacou que a redução nos preços é repassada para as refinarias, mas a decisão sobre o valor de comercialização final do produto fica na carga dos donos dos postos de combustíveis. Ele enfatizou que o mercado é livre e cada proprietário de posto tem autonomia para precificar os combustíveis de acordo com seus custos operacionais e estratégias comerciais.
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