Um pastor norte-americano, de aproximadamente 40 anos, entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, alegando que recebeu orientações inadequadas sobre seu estado de saúde e, em consequência, adiou a procura por atendimento médico.
Segundo informações divulgadas pela GloboNews, o líder religioso utilizou o chatbot após apresentar sintomas respiratórios considerados graves. Na ação, ele afirma que a ferramenta teria informado que não havia necessidade de buscar assistência médica imediata e que deveria "entregar para Deus", afirmando que seria poupado.
De acordo com o pastor, a resposta influenciou sua decisão de permanecer em casa, retardando a ida ao hospital. Dias depois, com o agravamento do quadro, ele precisou ser levado para atendimento de emergência, onde foi diagnosticado com uma embolia pulmonar.
Na ação, o religioso sustenta que quase morreu em razão da demora no tratamento e atribui esse atraso às orientações recebidas por meio da inteligência artificial. Por esse motivo, pede que a OpenAI seja responsabilizada judicialmente pelos danos sofridos. O processo segue em tramitação na Justiça dos Estados Unidos.
Embora chatbots possam fornecer informações gerais, eles não substituem avaliação, diagnóstico ou tratamento realizados por profissionais de saúde.
A OpenAI orienta que o ChatGPT não deve ser utilizado como substituto de atendimento médico e recomenda que usuários procurem profissionais qualificados diante de sintomas preocupantes ou situações de emergência. Até o momento, a empresa não havia se manifestado publicamente sobre o processo citado pela reportagem da GloboNews.


