Nesta quarta-feira, a Polícia Federal, em colaboração com a Controladoria Geral da União (CGU), lançou a Operação Iterum com o objetivo de desarticular uma quadrilha envolvida no desvio de recursos públicos destinados à saúde do município de Cuiabá. O grupo criminoso é acusado de causar um prejuízo estimado de 13 milhões de reais aos cofres públicos durante um contrato que se estendeu por seis anos. Entre os alvos da operação estão três servidores públicos, empresários e pessoas usadas como laranjas. As investigações revelaram graves irregularidades na execução de um contrato de serviços de tecnologia mantido pelo município entre 2017 e 2022 com uma empresa de informática. Com o apoio da CGU, não foram encontradas evidências da efetiva prestação dos serviços contratados, nem de sua correlação com os pagamentos realizados. O contrato tinha como objetivo fornecer assessoria em informática, desenvolvimento e manutenção de softwares, sem o fornecimento de equipamentos. No entanto, de acordo com as investigações, os serviços simplesmente não eram entregues, e os relatórios dos fiscais dos contratos não continham informações consistentes sobre a prestação dos serviços. As investigações em curso se concentram em crimes que incluem corrupção, lavagem de dinheiro e fraude ao caráter competitivo de licitação. Aqueles que forem condenados por esses crimes podem enfrentar penas de até 30 anos de reclusão. A operação, que envolve 33 policiais federais e 4 servidores da CGU, cumpriu nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá/MT e Várzea Grande/MT, com base em ordens emitidas pela 5ª Vara Federal/MT.

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