O Ministério Público Estadual (MPE) entrou com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra a vereadora cassada Edna Sampaio (PT), em decorrência de suposta apropriação e desvio dos recursos da verba indenizatória destinados à Chefia de Gabinete de seu mandato. O promotor do caso, Mauro Zaque de Jesus, exige o bloqueio de bens da ex-vereadora no valor de R$ 40 mil e suas instruções por improbidade administrativa, além do ressarcimento de R$ 20 mil aos cofres públicos e uma indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 20 mil. Caso seja condenada, Edna Sampaio também poderá perder seus direitos políticos e ser impedida de se candidatar nas próximas eleições, caso a sentença seja confirmada em segunda instância. O promotor Mauro Zaque alega que Edna Sampaio teria subvertido a própria natureza da verba indenizatória destinada ao agente público específico, sob o pretexto de implementar uma metodologia de centralização de recursos, resultando em danos aos cofres públicos. Ele afirmou: ""Nota-se, assim, que a requerida foi responsável por dano sofrido pelo patrimônio público no montante de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), por apropriação indevida da verba indenizatória destinada à Chefe de Gabinete parlamentar. Logo, a única conclusão plausível é a condenação da requerida no dever indenizar o patrimônio público pelo prejuízo que este experimentou"." Esta ação ocorre após Edna Sampaio ter tido o mandato cassado, por unanimidade, com 20 votos a favor, em razão de quebra de decoro parlamentar, relacionada ao mesmo caso, no início de outubro. O processo contra a ex-vereadora ganhou notoriedade após a imprensa divulgar que os recursos da verba indenizatória destinados à Chefia de Gabinete foram transferidos para uma conta bancária em seu nome. Segundo informações iniciais divulgadas pela imprensa, Edna teria recebido um total de R$ 20 mil, em quatro transferências de R$ 5 mil via Pix, da verba indenizatória destinada à ex-chefe de Gabinete, Laura Natasha Oliveira Abreu, que confirmou em depoimento na Câmara de Cuiabá que os recursos foram repassados a uma conta conjuntamente usada para custear os gastos do mandato, sem que ela tivesse acesso a conta bancária. O parecer da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal indicou que tais atos eram incompatíveis com o decoro parlamentar. Por sua vez, Edna Sampaio alega que a cassação de seu mandato é uma vingança pela autoria do processo que resultou também na cassação de mandato do tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos), em outubro do ano passado.
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