O governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), manifestou duras críticas à recente criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Indenizatórios pela Câmara Municipal de Cuiabá. A CPI visa investigar supostas irregularidades relacionadas à intervenção do Estado na área da Saúde da capital mato-grossense. O motivo que impulsionou a instauração da CPI foi a declaração do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), alegando um déficit de aproximadamente R$183 milhões nas contas da Saúde municipal, atribuído à intervenção do Estado. Para Mauro Mendes, a criação da CPI é considerada "ridícula", especialmente pela ausência de investigações prévias durante os mandatos anteriores de Emanuel Pinheiro, marcados por múltiplas operações. O governador sugeriu que a CPI seria uma estratégia para encobrir falhas na administração do prefeito. Mendes também direcionou críticas aos vereadores da base do prefeito, insinuando que a aprovação da intervenção estaria relacionada a possíveis acobertamentos de irregularidades na gestão de Emanuel Pinheiro. A interventora do Estado na Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona, prontificou-se a fornecer informações à Câmara Municipal para esclarecer a situação, afirmando que a denúncia de Emanuel é uma "fake News" com a intenção de tumultuar e desviar o foco da intervenção. O governador Mauro Mendes refutou as alegações e ressaltou acreditar no sucesso da intervenção estatal na secretaria de Saúde, atribuindo o desconforto dos vereadores apoiadores de Emanuel à visível melhoria na área da saúde, com aumento de médicos contratados, aquisição de medicamentos e andamento de obras importantes na cidade.



