O deputado estadual Max Russi (PSB) anunciou nesta terça-feira que arquivará a segunda denúncia da vereadora Maysa Leão (Republicanos) contra o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), alegando que ela não possui a legitimidade para propor tal denúncia de acordo com o regimento interno da Assembleia Legislativa. Russi, que também é o corregedor da Comissão de Ética da Casa, afirmou que considera o assunto "encerrado" no âmbito legislativo. As acusações contra Cattani surgiram após sua participação em um podcast, no qual ele defendeu a castração como punição para estupradores. A vereadora Maysa Leão discordou dessa abordagem e argumentou que tal medida poderia levar a sociedade a um estado de barbárie. Posteriormente, Cattani postou um vídeo em suas redes sociais, no qual seus seguidores passaram a ameaçar a vereadora, inclusive com comentários que sugeriam violência sexual contra ela e sua família. Maysa Leão alegou que o deputado se recusou a retirar o vídeo. De acordo com Max Russi, a Assembleia Legislativa não é o local adequado para resolver essa questão, e ele sugeriu que Maysa deveria procurar a justiça e outros meios para tratar do assunto. Ele enfatizou a necessidade de cumprir o regimento interno da Casa e declarou que não pode ser omisso em relação a esse dever. O caso gerou debates intensos sobre a liberdade de expressão e a responsabilidade dos parlamentares no exercício de suas funções. Russi argumentou que os parlamentares têm o dever de debater questões, mesmo que discordem, e que cercear tais discussões prejudicaria o processo democrático.
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