O conflito em curso entre Israel e o grupo terrorista Hamas entra em seu 13º dia, com a notícia de que dois líderes proeminentes do grupo palestino foram mortos durante um ataque aéreo israelense na madrugada desta quinta-feira (19). As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmam que um ataque aéreo na cidade de Rafah, no sul de Gaza, resultou na morte de Rafat Abu Hilal, o chefe militar do grupo Comitês de Resistência Popular de Gaza, que é a terceira maior facção terrorista em Gaza, depois do próprio Hamas e da Jihad Islâmica Palestina. A viúva de um dos cofundadores do Hamas, Jamila al-Shanti, também perdeu a vida no mesmo ataque. Jamila al-Shanti foi a primeira mulher eleita para o setor político do Hamas, e seu falecido marido, Abdel Aziz al-Rantisi, havia sido um dos fundadores do grupo. Ambos foram alvos desse ataque aéreo, que enfraquece ainda mais a liderança do Hamas. O porta-voz das FDIs, Daniel Hagari, divulgou nas redes sociais que os ataques aéreos israelenses têm visado uma série de infraestruturas terroristas do Hamas em Gaza, incluindo locais de lançamento de mísseis antitanque, poços de túneis, locais de inteligência, quartéis-generais operacionais e outros quartéis-generais. Este último ataque segue a morte de outro comandante do Hamas na última terça-feira (17), quando Israel lançou um ataque aéreo na zona sul da Faixa de Gaza. As FDIs também miraram outros membros de vários setores do Hamas envolvidos nos ataques que desencadearam o conflito em 7 de outubro. Até o momento, mais de 40 pessoas morreram e 21 ficaram feridas em decorrência deste conflito, sendo que 10 dos mortos eram membros do comando Nukhba, dentro do Hamas. Além disso, locais estratégicos do grupo foram alvos dos ataques. Na quarta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu que Israel não seja consumida pelo ódio em sua resposta aos ataques do Hamas. Ele também anunciou que os EUA concordaram em abrir a passagem para a entrega de ajuda humanitária entre o Egito e a Faixa de Gaza, reconhecendo a grave situação humanitária que se desenrola na região. A situação atual do conflito entre Israel e o Hamas é marcada por uma resolução vetada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que poderia ter ajudado a conter o conflito, mas foi bloqueada pelos Estados Unidos. Com a perspectiva de uma solução pacífica mais distante, mais de 2 milhões de palestinos em Gaza continuam a sofrer as consequências devastadoras do conflito, que já resultou em mais de 4.900 mortes, sendo 3.540 na Palestina e 1.400 em Israel, além de mais de 17.700 feridos. Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, a decisão de permitir ajuda limitada a partir do Egito foi tomada após um pedido formal do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante sua visita a Israel. Enquanto isso, o governo brasileiro tem realizado uma operação de repatriação de cidadãos brasileiros, com mais de 1.100 pessoas já retornando ao Brasil, embora ainda haja brasileiros na Faixa de Gaza impedidos de sair devido ao conflito.
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