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GERAL Quinta-feira, 19 de Outubro de 2023, 10:37 - A | A

Quinta-feira, 19 de Outubro de 2023, 10h:37 - A | A

Geral

Ex-secretário da saúde de Cuiabá é preso em operação

Nesta quinta-feira (19), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), deu início à "Operação Cartão-Postal" com o objetivo de cumprir diversas ordens judiciais contra uma organização criminosa que se estabeleceu na gestão da Saúde de Sinop, cidade localizada a 499 km ao norte de Cuiabá, desde junho de 2022. As ordens judiciais foram emitidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá e visam 34 investigados. Entre os principais alvos da operação estão o ex-secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, o advogado Hugo Castilho, amigo e sócio de Célio, e o procurador do município, Ivan Schneider. Um total de 32 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal estão sendo executados em diversas cidades, incluindo Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, São Paulo e os municípios paulistas de Praia Grande e São Vicente. A operação também resultou em seis ordens de prisão preventiva, uma de monitoramento eletrônico, duas ordens de suspensão do exercício da função pública, e a suspensão de atividades econômicas de seis empresas. Treze pessoas estão sujeitas a medidas cautelares, como a proibição de acessar dependências administrativas da Saúde do Município de Sinop, a proibição de contato com outros investigados e a entrega de passaportes. Operação Sinop Com base nas investigações, determinou-se o bloqueio de contas bancárias de 34 pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de bens móveis e imóveis para recompor os cofres públicos em aproximadamente R$ 87,4 milhões, referente a três contratos firmados entre Sinop e a organização social responsável pela gestão da Saúde na cidade. A Justiça ordenou a retomada imediata da gestão da Saúde pelo município, ocupando provisoriamente a estrutura da organização social. O município deverá avaliar a possibilidade de rescindir o contrato com a organização e apresentar um relatório detalhado de irregularidades cometidas. Além disso, o valor de R$ 1,8 milhão, fornecido pela organização como garantia, será usado para custear a saúde durante a ocupação temporária, e todos os pagamentos previstos para a organização foram suspensos. O compartilhamento de provas e documentos relacionados aos contratos foi autorizado ao Tribunal de Contas do Estado para auditoria. Devido à complexidade do esquema, a investigação foi desmembrada em três inquéritos policiais. Ao longo de mais de seis meses de investigações, a Polícia Civil realizou diversas diligências para esclarecer as atividades da organização criminosa, que mantinha um esquema complexo para fraudar a prestação do serviço de saúde na cidade em benefício próprio. A operação conta com a participação de várias unidades da Polícia Civil, bem como o apoio de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), refletindo a seriedade das medidas adotadas no combate à corrupção na gestão da Saúde em Sinop.

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