A ministra Rosa Weber presidiu na quarta-feira, 27 de setembro, a sua última sessão no comando do Supremo Tribunal Federal (STF). Nomeada pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011, a magistrada está prestes a completar 75 anos, idade compulsória para a aposentadoria, e se despediu em um discurso emocionado. Durante sua fala, Rosa Weber exaltou o ministro Alexandre de Moraes, descrevendo-o como "insubstituível". No tocante à relação entre ambos, a ministra ressaltou a parceria duradoura e destacou o comprometimento de Moraes com a justiça. Ela mencionou que o ministro nunca recusou um convite para visitar unidades prisionais e que isso a tornou testemunha do respeito que detentos e detentas têm por sua excelência. Rosa Weber também fez menção a um episódio ocorrido no início do ano, quando manifestantes bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as dependências do Planalto, do STF e do Congresso no dia 8 de janeiro. Ela lembrou que, após rezarem juntos a convite dos detentos, eles percorreram diversas celas, e o ministro Alexandre de Moraes foi aplaudido, enquanto ela não recebeu o mesmo reconhecimento. Essa diferença, segundo a ministra, demonstra a insubstituibilidade de Moraes. Além disso, Rosa Weber abordou o episódio da invasão à sede da Corte, enfatizando que, pela primeira vez na história, o STF foi alvo de invasão e depredação. No entanto, ela ressaltou que, apesar desse episódio, a democracia permaneceu inabalada. Para a ministra, essa experiência serviu como um alerta e destacou a importância de todos defenderem a democracia constitucional de maneira intransigente. A ministra também mencionou suas experiências em visitas a quilombos e terras indígenas, que lhe proporcionaram um melhor entendimento da diversidade e desigualdades do Brasil. Ela expressou seu apreço pelo país plural, com suas belezas e riquezas, bem como pelas lutas e desafios enfrentados. Nesta quinta-feira, 28 de setembro, o ministro Luís Roberto Barroso assumirá a presidência do STF, sucedendo a ministra Rosa Weber. Barroso cumprirá um mandato de dois anos à frente da Corte, até outubro de 2025.
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