A polarização entre os apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua marcante entre o eleitorado, mesmo quase um ano após a eleição presidencial de 2018. De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 15 de setembro, 29% dos eleitores se consideram petistas convictos, enquanto 25% afirmam ser bolsonaristas raiz. A pesquisa revela que 21% do eleitorado se declara neutro, não se alinhando nem ao PT, nem ao bolsonarismo. Aqueles que se aproximam do petismo representam 11%, e os mais alinhados ao bolsonarismo são 7%, enquanto 1% afirma não saber a qual grupo se associar. Desde a primeira edição da pesquisa em dezembro de 2022, a parcela de petistas convictos diminuiu três pontos percentuais, passando de 32% para 29%. Por outro lado, a quantidade de bolsonaristas raiz permaneceu estável em 25% ou com oscilação dentro da margem de erro. A manutenção de apoiadores fiéis a Bolsonaro ocorre em um momento em que o ex-presidente é alvo de diversas investigações. Desde que deixou a Presidência, há nove meses, ele teve seu celular apreendido no âmbito das investigações sobre fraudes nos cartões de vacinação e teve seus sigilos fiscal e bancário quebrados em uma operação sobre a venda de joias recebidas durante viagens oficiais. No mesmo período, aliados próximos foram presos. A pesquisa Datafolha foi conduzida com 2.016 pessoas nos dias 12 e 13 de setembro, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. Aprovação estável de Lula Na quinta-feira, 14 de setembro, o Datafolha divulgou que a taxa de aprovação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva se manteve estável, enquanto a reprovação apresentou um crescimento entre os eleitores. Segundo a pesquisa, 38% consideram a gestão do petista boa ou ótima, enquanto 30% a avaliam como regular. Por outro lado, 31% acreditam que o mandato do presidente é ruim ou péssimo, e 2% não souberam opinar. Os eleitores também foram questionados sobre a expectativa para o governo no futuro. Para 43% do eleitorado, será bom ou ótimo. Aqueles que preveem uma piora somam 28%, enquanto 27% acreditam que o mandato será regular.



