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GERAL Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2023, 11:29 - A | A

Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2023, 11h:29 - A | A

ASSASSINATO NO BOSQUE

Advogado alertou Judiciário sobre ameaças e pistoleiros na disputa por fazenda

A batalha pela posse da Fazenda Lago Azul, localizada em Ribeirão Cascalheira, a 772 km de Cuiabá, emerge como o cenário central para a trágica execução do advogado Roberto Zampieri. Curiosamente, Zampieri inicialmente representou a suposta mandante de sua própria morte, Maria Angélica Caixeta Gontijo, em um caso que buscava anular a venda da propriedade. Posteriormente, o advogado mudou de lado, ingressando em uma ação para transferir a posse da fazenda a outro produtor rural e assinando um pedido de reintegração em desfavor de Maria Angélica.

No decorrer do processo, Zampieri alertou as autoridades sobre um possível perigo iminente, destacando que a suposta mandante de seu assassinato estava armada e associada a pistoleiros. Em uma reviravolta intrigante, o advogado, que inicialmente defendeu Maria Angélica, passou a representar os interesses de outro comprador da fazenda, Evelci de Rossi, questionando a validade do negócio de R$ 11,5 milhões realizado com base em uma certidão falsificada de anuência.

Segundo os documentos assinados por Zampieri, a disputa pela Fazenda Lago Azul tornou-se ainda mais complexa quando Gilberto Luiz Rezende e um policial militar passaram a ameaçar a família de Maria Angélica, forçando-a a ceder os direitos possessórios por um valor abaixo do mercado a Antônio Marcos Gularte, supostamente associado a Gilberto. No entanto, a transação não se concretizou, resultando em uma notificação extrajudicial para desfazer o negócio.

O advogado argumentou que toda a situação foi uma trama urdida pelos envolvidos, destacando o não cumprimento do contrato por parte de Antônio e as persistentes ameaças à vida da família de Maria Angélica. Além disso, Zampieri denunciou a tentativa de venda fraudulenta da propriedade a terceiros.

A complexidade do litígio se agravou quando uma terceira pessoa, sem relação clara com Gilberto e Antônio, vendeu a propriedade a Evelci de Rossi, cliente que Zampieri passou a representar. O advogado, em um acordo com Maria Angélica, teria direito a 50% do valor da fazenda pelos serviços prestados.

Entretanto, a insatisfação da empresária com os serviços de Zampieri resultou na mudança de lealdade do advogado, que passou a defender os interesses de Elveci na posse da fazenda. Em suas ações, Zampieri alertou o Judiciário sobre a obstrução da posse por Maria Angélica, mesmo com Elveci cumprindo todos os termos contratuais, ressaltando o risco iminente de tragédia devido à invasão armada da propriedade pela suposta mandante.

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