O governo federal acelerou as discussões para criar uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões destinada a clubes de futebol e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) após a decisão de proibir as chamadas bets no país. A medida vem sendo negociada como alternativa para reduzir o impacto financeiro provocado pela perda de receitas do setor.
A proposta prevê que os clubes possam substituir dívidas mais caras por financiamentos com juros menores, em operações vinculadas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O modelo ainda está em discussão e pode sofrer alterações antes de ser formalizado.
A preocupação dos clubes aumentou após o governo editar, nesta sexta-feira (25), uma Medida Provisória que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. A medida alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online.
O impacto sobre o futebol pode ser expressivo. Levantamento divulgado pelo UOL aponta que as casas de apostas responderam por R$ 1,03 bilhão dos R$ 3,069 bilhões obtidos pelos 20 clubes da Série A com patrocínios em 2025. Isso representa aproximadamente um terço das receitas comerciais dos times da elite nacional.
Como funcionaria o financiamento
Pelo desenho atualmente discutido, os recursos poderiam ser utilizados para reorganizar diferentes tipos de débitos, incluindo dívidas trabalhistas, direitos de imagem, obrigações com Receita Federal, INSS e FGTS, além de empréstimos bancários e débitos civis.
Também está prevista a possibilidade de aplicação dos recursos em infraestrutura das categorias de base. O dinheiro, entretanto, não seria destinado ao pagamento de salários correntes, contratação de jogadores ou despesas rotineiras dos clubes.
A proposta prevê prazo de até 20 anos para pagamento, com possibilidade de dois anos de carência. Os financiamentos seriam concedidos por instituições habilitadas, e o risco das operações ficaria com os bancos, segundo o desenho apresentado nas negociações.
Discussão sobre o futuro dos clubes
As conversas entre representantes dos clubes e o governo já vinham ocorrendo antes da decisão sobre as bets, mas ganharam velocidade diante da mudança regulatória. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) participa das articulações, enquanto o formato definitivo do programa ainda depende de novas negociações.
A discussão ocorre em meio ao elevado nível de endividamento de parte dos clubes brasileiros e à crescente participação das casas de apostas no mercado esportivo. A eventual linha de crédito, portanto, seria apresentada como mecanismo de reestruturação financeira, e não como perdão das dívidas.
O governo ainda deverá definir os critérios de acesso ao financiamento e as condições para adesão dos clubes e SAFs ao programa.




Elygia 26/09/2026
Incabível pensar nesta reportagem liberar financiamento do BNDES com 20 anos para pagar, carência para começar o pagamento e juros baixíssimos, se a nossa educação, saúde, saneamento básico, está sucateada sem receber verbas do governo. Coitado dos clubes vao deixar de lucrar com jogos ilícitos, precisam de ajuda do governo e utilizaram os impostos que o povo penosamente pagam, esse meliante não tem freio. Em outro 22, vamos romper com a escravidao do PT
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