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BRASIL Domingo, 23 de Agosto de 2026, 12:56 - A | A

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VIOLÊNCIA E HUMILHAÇÃO

Turista é assaltado por quadrilha e obrigado a ficar nu após sacar mil reais

Vítima foi atraída para o Buraco do Rato após sair de banco; três suspeitos foram presos e dinheiro roubado acabou recuperado pela polícia

Bruno Solis

 

Um turista de Maceió (AL) foi rendido e assaltado por um grupo de criminosos na manhã deste sábado (22), na galeria conhecida como Buraco do Rato, no Setor Comercial Sul, em Brasília. Além de levar dinheiro, celular e documentos da vítima, os suspeitos obrigaram o homem a tirar as próprias roupas e ficar nu.

 

Segundo informações registradas pela polícia, o turista havia acabado de sacar mais de R$ 1 mil em uma agência da Caixa Econômica Federal localizada nas proximidades.

 

Ao deixar o banco, ele foi abordado por um adolescente, que pediu que o homem pagasse um café para ele e para o suposto avô, que estava nas proximidades. A vítima aceitou e acompanhou os dois até o Buraco do Rato.

 

No local, o adolescente e o homem que se apresentou como seu avô deixaram o turista na companhia de uma mulher identificada como Hilda Ferreira dos Santos, de 57 anos.

 

Segundo o relato policial, Hilda conduziu a vítima até Marcelo Souza Nascimento, de 37 anos, conhecido como “Majin Boo”, em referência ao personagem de Dragon Ball.

 

Ainda conforme as investigações, Marcelo seria uma das lideranças do tráfico de drogas na região e teria ligação com a facção criminosa conhecida como Comboio do Cão.

 

Antes de deixar o local, Hilda teria dito a Marcelo: “Olha o presentão que trouxe para você hoje”.

 

Marcelo teria se aproximado do turista armado com uma faca. Outro homem, ainda não identificado, também estaria armado com uma segunda arma branca.

 

Os criminosos teriam ameaçado matar a vítima caso ela não entregasse seus pertences.

 

Na sequência, Daniel Gomes Vasconcelos teria colocado as mãos nos bolsos do turista e retirado o celular, o dinheiro sacado no banco, além da carteira com documentos pessoais e cartões.

 

Antes de liberar a vítima, Marcelo ainda teria ordenado que ela tirasse toda a roupa. Segundo o relato, o criminoso teria afirmado que as peças “caberiam nele”.

 

Sem roupas, o turista deixou o local e recebeu peças doadas por outro homem em situação de rua. Em seguida, procurou a Polícia Militar.

 

Policiais conseguiram localizar Daniel e recuperar R$ 653 que teriam sido levados da vítima.

 

Enquanto o suspeito era conduzido à delegacia junto com o turista, outras equipes permaneceram na região em busca dos demais envolvidos.

 

Na delegacia, a vítima reconheceu Marcelo, o “Majin Boo”, por meio de fotografias.

 

A partir das informações obtidas, equipes do Gtop 21, do 1º Batalhão da Polícia Militar e da 5ª Delegacia de Polícia realizaram uma ação conjunta para localizar Marcelo e Hilda.

 

Com Marcelo, os policiais encontraram R$ 332,50 que seriam provenientes do roubo.

 

Durante a operação no Buraco do Rato, também foram apreendidos diversos objetos de procedência suspeita, entre eles camisas ainda com etiquetas, equipamentos de som automotivo, celulares e várias armas brancas.

 

Uma das armas apreendidas foi reconhecida pela vítima como aquela utilizada por um dos envolvidos no assalto.

 

Durante o interrogatório, Daniel negou participação no roubo. Ele afirmou que apenas utilizava um casaco emprestado por Marcelo e que, por esse motivo, parte do dinheiro teria sido encontrada com ele.

 

Ainda segundo o depoimento, Daniel teria apontado Marcelo como uma liderança do tráfico na região e afirmado que ele teria ligação com uma facção criminosa.

 

Marcelo permaneceu em silêncio durante o interrogatório. Segundo a polícia, ele possui antecedentes por crimes como receptação, roubo e furto, entre outras ocorrências.

 

Hilda, por sua vez, apresentou outra versão. Ela afirmou que o turista teria oferecido R$ 30 para que ela mantivesse relações sexuais com ele e que, pouco depois, Marcelo e Daniel teriam aparecido e rendido o homem.

 

Diante das informações reunidas, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva dos suspeitos.

 

A ocorrência foi conduzida de forma integrada por policiais do Gtop 21, do 1º BPM e da 5ª Delegacia de Polícia. As equipes destacaram que operações conjuntas na região já resultaram em apreensões de drogas, armas e outros materiais, além da prisão de suspeitos envolvidos em diferentes crimes.

 

 

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