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BRASIL Quinta-feira, 18 de Junho de 2026, 10:10 - A | A

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PROVOU DO PRÓPRIO VENENO

PM morre após ex desconfiar de bebida e trocar taças durante encontro

Suspeita de troca de taças durante o consumo de bebidas está entre os pontos analisados pela investigação

Luana Ogiwara

 

A morte do cabo da Polícia Militar de Pernambuco, José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil após circunstâncias consideradas incomuns durante um encontro com a ex-companheira em um apartamento no bairro de Boa Viagem, em Recife.

 

O policial morreu na última quinta-feira (11), depois de passar mal dentro do imóvel onde estava com a ex-mulher, uma advogada de 48 anos. Entre as linhas de investigação está a possibilidade de envenenamento, hipótese que ainda depende dos resultados dos exames periciais.

 

Segundo informações apuradas pela polícia, o militar esteve no apartamento mesmo estando impedido de frequentar o local em razão de uma medida protetiva obtida anteriormente pela ex-companheira. Ainda assim, ele teria solicitado autorização para entrar no condomínio e o acesso foi liberado pela mulher.

 

As investigações apontam que o relacionamento era marcado por conflitos. Relatos anexados ao caso mencionam episódios de agressões, comportamento possessivo e perseguições, embora os dois tenham retomado contato recentemente.

 

Durante a madrugada, o casal permaneceu no apartamento consumindo bebidas alcoólicas e energético. Foi nesse período que ocorreu um dos fatos que passaram a ser analisados pelos investigadores.

 

De acordo com o advogado que representa a ex-companheira, o policial teria servido as bebidas e pedido que a mulher buscasse gelo. Ao retornar, ela percebeu que sua taça não estava no mesmo lugar onde havia sido deixada e suspeitou que os recipientes pudessem ter sido trocados.

 

Ainda segundo a versão apresentada pela defesa, a mulher decidiu reposicionar as taças quando o militar se afastou do ambiente, colocando-as novamente na posição em que estavam anteriormente.

 

Horas depois, o cabo começou a apresentar sinais de mal-estar. Conforme os relatos colhidos pela investigação, ele apresentava espuma na boca e coloração arroxeada nos lábios. Equipes da Polícia Militar foram acionadas, mas o óbito foi constatado ainda dentro do apartamento.

 

Os recipientes utilizados pelo casal e amostras das bebidas consumidas foram recolhidos pelos peritos. O material foi encaminhado para exames toxicológicos que deverão indicar se houve intoxicação e, em caso positivo, qual substância pode ter provocado a morte.

 

A ex-companheira foi levada para prestar esclarecimentos à polícia, mas foi liberada após o depoimento. O caso foi registrado inicialmente como morte a esclarecer e segue sob investigação da Polícia Civil de Pernambuco.

 

Até o momento, as autoridades aguardam a conclusão dos laudos periciais para determinar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias que antecederam o falecimento do policial.

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