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BRASIL Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026, 13:43 - A | A

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BANCO MASTER

PGR aponta fraude em fundo usado para investir no Atlético-MG

Investigação levanta dúvidas sobre a origem de R$ 300 milhões aplicados na SAF do clube mineiro por empresário dono do Banco Master

Da Redação

 

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) identificou indícios de fraude e confusão patrimonial envolvendo um fundo de investimento utilizado pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para realizar um aporte de R$ 300 milhões na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG. As suspeitas fazem parte de um pedido de busca e apreensão que embasou uma operação recente contra a instituição financeira.

 

De acordo com a investigação, o fundo Astralo 95 foi utilizado como veículo para a aplicação no clube mineiro e aparece entre os instrumentos financeiros que podem ter sido usados para desviar recursos do próprio banco. Movimentações consideradas atípicas, realizadas em conjunto com outro fundo, somaram cerca de R$ 1,45 bilhão em um curto intervalo de tempo, o que acendeu o alerta das autoridades.

 

Um dos principais pontos questionados pela PGR é a estrutura de controle dos fundos envolvidos. Embora, formalmente, os beneficiários finais do Astralo 95 sejam terceiros, os investigadores apontam inconsistências que indicam possível domínio direto do empresário sobre o fundo desde o início da operação. Mudanças recentes na titularidade das cotas reforçaram as suspeitas de que a estrutura teria sido usada para mascarar o real controle dos recursos.

 

A investigação também destaca que, devido à confusão patrimonial identificada, ainda não foi possível determinar com clareza a origem dos R$ 300 milhões investidos na SAF do Atlético-MG. A apuração busca esclarecer se os valores são de origem pessoal, se partiram do Banco Master ou se pertencem a terceiros.

 

No contexto mais amplo do inquérito, o Ministério Público aponta que as movimentações financeiras sob suspeita podem alcançar cifras bilionárias, envolvendo repasses a fundos e empresas ligadas a possíveis laranjas.

 

Até o momento, o Atlético-MG não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O empresário citado informou, por meio de sua assessoria, que não comentará o assunto enquanto as investigações estiverem em andamento.

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