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BRASIL Sexta-feira, 02 de Outubro de 2026, 11:32 - A | A

Sexta-feira, 02 de Outubro de 2026, 11h:32 - A | A

MULHER TINHA MEDIDA PROTETIVA

Mulher mata MC enforcado após episódios de violência doméstica, arrasta corpo e foge

Mulher de 20 anos tinha medida protetiva contra o companheiro e afirmou que reagiu após ser agredida; suspeita fugiu depois do crime

Bruno Solis

 

O MC Juyan Martins dos Santos, de 28 anos, foi encontrado morto após uma briga com a companheira, de 20 anos, na quinta-feira (1º), no Parque Residencial dos Lagos, na zona sul de São Paulo. Segundo o relato apresentado pela mulher à mãe, ela teria reagido a uma agressão e enforcado o companheiro durante a discussão.

 

De acordo com a versão da suspeita, o casal iniciou uma discussão por motivos ainda não esclarecidos. Durante a briga, o homem teria danificado objetos da residência e pegado uma faca.

 

A mulher afirmou que utilizou um fio elétrico para se defender de uma suposta tentativa de ataque. Em seguida, teria enforcado Juyan e percebeu que ele havia parado de se movimentar.

 

Após o crime, ainda conforme o relato, a mulher teria arrastado o corpo até o corredor de outro imóvel localizado no mesmo quintal. O local estava desocupado.

 

Em seguida, ela foi até a casa da mãe, onde contou o que havia ocorrido. Segundo os familiares, a jovem estava em estado de choque e disse que pretendia se apresentar às autoridades após 48 horas. Entretanto, fugiu e ainda não havia sido localizada até a publicação da reportagem.

 

A mulher já possuía uma medida protetiva contra Juyan devido a episódios anteriores de violência doméstica. Conforme o relato da mãe aos policiais, o MC teria ameaçado a companheira para que ela retirasse a ordem judicial.

 

A mãe também informou que a filha apresentava marcas no braço e aparentava ter um dedo quebrado após a briga.

 

A Polícia Militar esteve no imóvel e encontrou a mãe da suspeita, que confirmou ter ido ao local depois de receber o relato da filha.

 

O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo, que deverá esclarecer a dinâmica da morte e ouvir a suspeita quando ela for localizada.

 

 

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