A morte de uma jovem de 29 anos dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Minas Gerais gerou forte repercussão e motivou pedidos de apuração por parte da família. Brenda Larissa Maia morreu no último sábado (6), após procurar atendimento médico na UPA Justinópolis, em Ribeirão das Neves, relatando fortes dores no peito.
De acordo com o laudo médico, a causa da morte foi uma embolia pulmonar. No entanto, familiares questionam a assistência prestada à paciente e levantam a hipótese de falhas no atendimento recebido na unidade de saúde.
Antes de morrer, Brenda gravou um vídeo dentro da UPA mostrando parte da estrutura do local. Nas imagens, ela percorre corredores e exibe consultórios que, segundo seu relato, estariam sem profissionais de saúde no momento. Pelo menos quatro salas aparecem vazias durante a gravação. O vídeo também registra pacientes acomodados em macas e sinais de desgaste em áreas da unidade.
Segundo parentes, a jovem possuía histórico de fibromialgia e problemas cardíacos, condições que exigiam acompanhamento médico constante.
Após a morte, a família registrou um boletim de ocorrência relatando suposta demora no atendimento, dificuldades na comunicação entre profissionais e familiares, além de informações consideradas contraditórias durante o período em que Brenda permaneceu na unidade.
A Polícia Civil de Minas Gerais foi comunicada sobre o caso, mas não informou se foi instaurado procedimento investigativo para apurar as circunstâncias da ocorrência.
Por meio de nota, a Prefeitura de Ribeirão das Neves lamentou a morte da paciente e informou que determinou uma apuração rigorosa dos fatos. Segundo a administração municipal, após a conclusão da análise interna, serão adotadas as medidas técnicas e jurídicas consideradas necessárias.
O caso provocou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a qualidade do atendimento em unidades públicas de saúde, especialmente em situações classificadas como urgência e emergência.


