Na manhã de 4 de fevereiro de 2026, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) relatou que um acampamento ligado ao grupo foi alvo de uma ação da Polícia Militar da Bahia no município de Piritiba, região da Chapada Diamantina. Segundo o MST, policiais entraram na área sem apresentar um mandado de reintegração de posse ou qualquer ordem judicial, e ameaçaram moradores, além de terem incendiado algumas moradias no local. O movimento afirma que cerca de 50 famílias, incluindo mulheres, crianças e idosos, teriam tido sua integridade física colocada em risco. A ocupação daquela terra, segundo o MST, remonta a 2021.
O episódio teria ocorrido no acampamento Rosimeire Araújo, onde vivem famílias que reivindicam a terra como parte da luta por reforma agrária. Conforme divulgado pelo próprio movimento, duas viaturas da PM entraram na área ocupada e iniciaram a operação sem ordem judicial. Ainda de acordo com o MST, a ação resultou em barracos incendiados e implantação de medo entre os moradores.
O MST ressalta que este não foi um caso isolado no local. Em agosto de 2023, famílias instaladas na mesma região, na Fazenda Várzea da Pedra, também denunciaram uma operação atribuída à Polícia Militar sem ordem judicial, que teria levado à expulsão violenta de trabalhadores e à queima de plantações essenciais à subsistência do acampamento.
A Polícia Militar da Bahia responde ao governo do estado, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues, do PT, que está no cargo desde 2007. Até o momento, não houve divulgação oficial da corporação ou do governo estadual sobre a motivação ou a legalidade da ação policial em Piritiba.
Especialistas em conflitos agrários ressaltam que episódios como este estão inseridos em um contexto mais amplo de disputas por terra no Brasil entre movimentos sociais e forças de segurança, frequentemente marcadas por conflitos, reintegrações de posse e debates jurídicos sobre os direitos à terra e à reforma agrária.




Elídio Honório dos Santos 05/02/2026
Esse é o Brasil Invasores reclamando da Ação Policia. Invasão de Propriedade Privada é ato lícito, sim ou não?
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