A jornalista Thais Herédia, da CNN Brasil, criticou nesta terça-feira (13) o posicionamento adotado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da repressão violenta promovida pelo regime iraniano contra manifestantes. A avaliação ocorreu após a divulgação de uma nota oficial do Ministério das Relações Exteriores, que se limitou a afirmar que os iranianos devem decidir, “de maneira soberana”, sobre o futuro do Irã.
Para Thais Herédia, o comunicado brasileiro foi curto e divulgado com atraso de vários dias em relação à escalada da violência no país. A jornalista também questionou a efetividade do apelo ao diálogo feito pelo governo brasileiro em um cenário marcado pelo uso de balas, prisões e sentenças de morte como instrumentos de repressão política.
Durante a análise, Herédia destacou o contraste entre a postura adotada pelo Brasil e a de outros atores internacionais, que se posicionaram de forma mais dura contra o regime dos aiatolás. Segundo ela, a ausência de uma condenação explícita enfraquece a mensagem brasileira diante de violações graves de direitos humanos.
– Há diálogo possível diante de balas e execuções? – questionou a comunicadora.
A crítica foi feita em meio à informação de que um jovem iraniano deverá ser executado nesta quarta-feira (14) por ter participado de protestos contra o regime fundamentalista. Até esta quarta, entidades apontam que cerca de 3,4 mil pessoas morreram em decorrência da repressão aos atos no território iraniano.
No comunicado divulgado pelo Itamaraty, o governo brasileiro afirmou acompanhar com preocupação os protestos iniciados em 28 de dezembro, lamentou as mortes registradas, expressou condolências às famílias das vítimas e informou que a Embaixada do Brasil em Teerã segue atenta à situação da comunidade brasileira no país, sem registro de nacionais mortos ou feridos.




Paulo Sa 14/01/2026
Ambíguo como sempre!
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